BIM e Power BI: Controle de custos da obra em tempo real

BIM + Power BI: Controle de custos da obra em tempo real 

A integração entre BIM (Building Information Modeling) e ferramentas de análise de dados como o Microsoft Power BI tem transformado a forma como os custos de obra são monitorados e gerenciados. Ao conectar o modelo BIM com dashboards dinâmicos, é possível visualizar informações financeiras em tempo real, trazendo mais transparência, controle e assertividade na tomada de decisão. Essa abordagem representa um avanço significativo na gestão de obras, especialmente em projetos que demandam alto nível de precisão e acompanhamento contínuo

 

Fonte: HCI 

Integração entre modelo BIM e dados de custo

O primeiro passo para criar dashboards eficientes é estruturar corretamente o modelo BIM. Isso significa garantir que os elementos modelados contenham informações consistentes, como quantitativos, materiais e classificações. Sem essa base organizada, a extração de dados para análise se torna limitada e sujeita a erros.

A partir disso, os quantitativos podem ser extraídos diretamente do modelo, seja por meio de tabelas nativas ou exportações em formatos compatíveis, como planilhas ou arquivos IFC. Esses dados servem como base para a vinculação com informações de custo, como composições orçamentárias e bases de preços.

Uma vez integrados, os dados do modelo passam a alimentar o Microsoft Power BI, permitindo a criação de dashboards que cruzam informações físicas e financeiras. Assim, qualquer alteração no modelo pode ser refletida nos custos, garantindo maior controle e atualização constante das informações.

Fonte: HCI

 

Criação de dashboards dinâmicos e visuais

Com os dados integrados, o próximo passo é desenvolver dashboards que realmente agreguem valor. No Microsoft Power BI, é possível criar visualizações interativas que mostram indicadores como custo total da obra, custo por disciplina, variação orçamentária e avanço financeiro.

Esses dashboards podem ser configurados para atualizar automaticamente conforme novas informações são inseridas no modelo ou nas bases de dados. Isso permite que gestores acompanhem o desempenho da obra em tempo real, identifiquem desvios rapidamente e tomem decisões mais estratégicas.

Benefícios para a gestão e tomada de decisão

A utilização de BIM integrado ao Microsoft Power BI traz ganhos significativos para a gestão de obras. Um dos principais benefícios é a centralização das informações, que reduz a dependência de múltiplas planilhas e minimiza erros manuais.

Além disso, a visualização clara e acessível dos dados facilita a comunicação entre equipes técnicas e gestores, tornando o processo decisório mais ágil e embasado. Com isso, o controle de custos deixa de ser reativo e passa a ser preditivo, permitindo antecipar problemas e otimizar recursos ao longo do projeto.

Fonte: Autodesk 

Conclusão

A integração entre BIM e Microsoft Power BI representa um salto na forma de gerenciar custos na construção civil. Ao transformar dados do modelo em dashboards dinâmicos e atualizados em tempo real, as empresas ganham mais controle, transparência e eficiência. Essa abordagem não apenas melhora o acompanhamento financeiro, mas também fortalece a tomada de decisão estratégica, tornando os projetos mais previsíveis e bem-sucedidos.

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Trazendo o terreno real da sua cidade para dentro do SketchUp

Trazendo o terreno real da sua cidade para dentro do SketchUp

Trazer o contexto geográfico real para dentro de um projeto arquitetônico não é mais um luxo, mas uma necessidade para garantir precisão técnica e eficiência estética. O SketchUp, por meio de suas ferramentas nativas e integrações, permite que arquitetos e designers importem não apenas a topografia, mas também imagens de satélite e dados de localização exatos de qualquer cidade do mundo. Esse processo elimina a necessidade de modelagens manuais baseadas em estimativas, proporcionando uma base sólida para estudos de insolação, ventilação e impacto visual na malha urbana existente.

Fonte: Ibercad

A Ferramenta Nativa “Adicionar Localização”

O método mais direto para importar o terreno da sua cidade é através da ferramenta Adicionar Localização, integrada diretamente na interface do SketchUp. Ao digitar o endereço ou as coordenadas, o software conecta-se a bases de dados geográficos para extrair uma captura de alta resolução da área desejada. Esse recurso é fundamental porque já traz a imagem devidamente georreferenciada, o que significa que o Norte verdadeiro e a posição solar estarão sincronizados com a realidade do local escolhido.

Após selecionar a área de interesse, o usuário recebe inicialmente uma imagem plana no eixo de trabalho. No entanto, o verdadeiro diferencial está na capacidade de alternar entre a visão 2D e o Terreno 3D. Ao ativar a camada de terreno, o SketchUp converte os dados de altimetria em uma malha de faces trianguladas, revelando aclives, declives e acidentes geográficos que influenciam diretamente na fundação e na implantação do projeto.

É importante destacar que, embora essa ferramenta seja extremamente ágil para estudos preliminares, a resolução das curvas de nível pode variar conforme a região do globo. Em grandes centros urbanos, a precisão costuma ser satisfatória para a volumetria inicial, mas para projetos que exigem detalhamento executivo fino, essa base serve como um excelente guia para a sobreposição de levantamentos topográficos profissionais realizados in loco

Fonte: Ibercad

Refinando a Topografia com a Caixa de Areia

Uma vez importado o terreno básico, a barra de ferramentas Caixa de Areia (Sandbox) torna-se a melhor amiga do modelador para ajustar o terreno às necessidades da construção. Com funções como “Estampar” e “Projetar”, é possível criar platôs, taludes e acessos viários de forma fluida, adaptando a geometria bruta do Google Earth ou DigitalGlobe aos contornos específicos do seu desenho arquitetônico.

Além de modelar o solo, essa ferramenta permite suavizar as malhas importadas, tornando o terreno visualmente mais limpo para apresentações e renderizações. O uso correto da Caixa de Areia evita que o edifício pareça “flutuar” ou que o solo atravesse o piso interno, garantindo que a interação entre a arquitetura e a topografia da cidade seja representada de maneira realista e profissional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Folhaazero

Maximizando o Contexto com Extensões Externas

Para quem busca um nível de realismo ainda maior, o ecossistema de extensões do SketchUp oferece plugins poderosos como o PlaceMaker. Essa ferramenta vai além do relevo, sendo capaz de importar automaticamente edificações em 3D, malhas viárias, árvores e até sistemas de transporte público da sua cidade. Isso transforma um terreno vazio em um fragmento vivo do ambiente urbano, economizando centenas de horas de modelagem manual de vizinhança.

Outra técnica valiosa é a importação de arquivos .DXF ou .DWG fornecidos por prefeituras ou órgãos de cartografia municipal. Ao importar curvas de nível profissional, o usuário pode utilizar a função “A partir de contornos” para gerar uma superfície precisa, que pode então ser combinada com as imagens de satélite georreferenciadas. Essa integração de dados oficiais com a facilidade visual do SketchUp resulta em um modelo técnico de alto valor agregado para qualquer portfólio.

Fonte: Ibercad

Conclusão 

Dominar a importação e o tratamento do terreno real no SketchUp é um divisor de águas que eleva o nível de fidelidade de qualquer projeto. Ao unir as ferramentas de geolocalização nativas, o refinamento manual da Caixa de Areia e a potência de plugins externos, o profissional deixa de projetar em um “vácuo” e passa a criar soluções arquitetônicas que respondem genuinamente ao relevo e ao contexto urbano da sua cidade.

 

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Atualizações da ISO 19650

Atualizações da ISO 19650

 

A ISO 19650 é um dos principais referenciais internacionais para a gestão da informação em projetos de construção que utilizam BIM (Building Information Modeling). Desde sua publicação inicial, a norma vem passando por atualizações e complementações que buscam acompanhar a evolução tecnológica, as demandas do mercado e a necessidade crescente de padronização em ambientes colaborativos. Entender essas atualizações é essencial para profissionais e empresas que desejam se manter competitivos e alinhados às melhores práticas globais.

Fonte:  Zigurat

Evolução da ISO 19650 e suas novas diretrizes

A série ISO 19650 surgiu como uma evolução da norma britânica PAS 1192, ampliando seu alcance para um contexto internacional. As atualizações recentes têm reforçado a padronização dos processos de gestão da informação ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos, desde o planejamento até a operação. Isso inclui maior clareza na definição de responsabilidades e fluxos de trabalho entre as partes envolvidas.

Outro ponto importante das atualizações é o fortalecimento do conceito de Common Data Environment (CDE), que se torna ainda mais central na gestão de informações. A norma passou a detalhar melhor como os dados devem ser organizados, compartilhados e validados, garantindo maior confiabilidade e rastreabilidade das informações ao longo do projeto.

Além disso, houve avanços na integração entre diferentes disciplinas e stakeholders. As novas diretrizes incentivam uma colaboração mais estruturada, reduzindo retrabalhos e conflitos de informação, o que impacta diretamente na produtividade e na qualidade dos projetos.

 


Fonte: SPBIM 

Foco na gestão de informações e segurança de dados

Uma das atualizações mais relevantes da ISO 19650 está relacionada à segurança da informação. Com o aumento do uso de plataformas digitais e da troca constante de dados, a norma passou a incorporar diretrizes mais robustas para proteger informações sensíveis, especialmente em projetos de grande escala ou com requisitos estratégicos.

A introdução de conceitos ligados à gestão de riscos da informação reforça a necessidade de controle de acessos, definição de níveis de permissão e monitoramento contínuo dos dados. Isso garante que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso a determinadas informações, reduzindo vulnerabilidades e aumentando a confiabilidade do processo.

 

Integração com novas tecnologias e tendências do setor

As atualizações da ISO 19650 também refletem a crescente integração com tecnologias emergentes, como Internet das Coisas (IoT), Digital Twins e inteligência artificial. A norma passa a considerar com mais ênfase o uso de dados em tempo real e a continuidade da informação após a entrega do projeto, especialmente na fase de operação e manutenção dos ativos.

Outro aspecto importante é a adaptação da norma a diferentes níveis de maturidade BIM. As diretrizes estão mais flexíveis e aplicáveis a diversos contextos, permitindo que empresas em diferentes estágios de adoção consigam implementar os princípios da ISO 19650 de forma gradual e eficiente.

Fonte: BibLus

Conclusão

As atualizações da ISO 19650 demonstram um movimento claro em direção à maturidade digital do setor da construção, reforçando a importância da gestão estruturada da informação. Ao incorporar temas como segurança de dados, colaboração integrada e novas tecnologias, a norma se torna ainda mais relevante para o cenário atual. Para profissionais e empresas, acompanhar essas mudanças não é apenas uma questão de conformidade, mas uma oportunidade de elevar a qualidade, a eficiência e a competitividade em seus projetos.

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Copan 60 Anos: A história e o guia técnico para modelagem

Copan 60 Anos: A história e o guia técnico para modelar o ícone de Niemeyer no Revit

O Edifício Copan é um dos maiores símbolos da arquitetura moderna brasileira e, em 2026, completa 60 anos como um marco da paisagem urbana de São Paulo. Projetado por Oscar Niemeyer, o edifício traduz com maestria os princípios do modernismo, especialmente a valorização das formas curvas e da fluidez espacial. Mais do que um ícone arquitetônico, o Copan também representa um desafio técnico para profissionais que desejam reproduzir sua geometria no ambiente BIM, especialmente em softwares como o Autodesk Revit.

Fonte: Arquivo.arq 

A história e concepção do Copan

O projeto do Copan teve início em 1951, a partir de uma solicitação da Prefeitura de São Paulo como parte das comemorações dos 400 anos da cidade. A proposta original era inspirada no Rockefeller Center, em Nova York, e previa um complexo multifuncional que reuniria habitação, hotel e áreas de entretenimento integradas por uma grande base comercial.

No entanto, ao longo do desenvolvimento, o projeto sofreu mudanças significativas. Questões financeiras impactaram diretamente sua execução, levando à reformulação do programa inicial e ao adiamento da obra, que só foi concluída em 1966. Durante esse período, o empreendimento passou por adaptações que consolidaram seu caráter predominantemente residencial.

Com isso, o edifício atingiu números impressionantes: inicialmente planejado com cerca de 900 unidades, o Copan foi ampliado para aproximadamente 1.160 apartamentos, tornando-se um dos maiores edifícios residenciais da América Latina. Essa densidade habitacional reforça seu papel como um verdadeiro microcosmo urbano dentro da cidade.

Fonte:  Veja SP 

Arquitetura, engenharia e identidade formal

A identidade do Copan está diretamente ligada à sua forma sinuosa em “S”, característica marcante da obra de Oscar Niemeyer. Essa geometria não é apenas estética, mas também um elemento funcional que contribui para a ventilação e iluminação dos apartamentos, além de criar uma presença visual única na cidade.

A viabilização dessa forma só foi possível graças à colaboração entre arquitetura e engenharia. O engenheiro Joaquim Cardozo foi responsável pelos cálculos estruturais que permitiram transformar a curva em realidade construída, enquanto o arquiteto Carlos Lemos atuou na coordenação e no desenvolvimento dos interiores.

Outro elemento fundamental da fachada são os brise-soleils horizontais em concreto, que além de conferirem ritmo e textura ao edifício, desempenham função essencial no controle solar. Esse conjunto de características torna o Copan um excelente estudo de caso tanto do ponto de vista arquitetônico quanto técnico.


Fonte: Engenharia360 

Guia técnico: como modelar o Copan no Revit

Modelar o Copan no Autodesk Revit exige domínio de ferramentas de modelagem avançada, especialmente no que diz respeito à criação de formas orgânicas. O primeiro passo é trabalhar com massas conceituais (massing), utilizando curvas spline para reproduzir a geometria em “S” do edifício com precisão.

Fonte: Arquivo.arq 

A partir da massa, é possível desenvolver a fachada utilizando sistemas de painéis ou elementos repetitivos parametrizados, simulando os brises horizontais. A criação de famílias paramétricas é essencial nesse processo, permitindo ajustar dimensões, espaçamentos e variações conforme necessário, mantendo consistência e controle sobre o modelo.

Outro ponto importante é a organização do modelo em níveis e a definição correta de parâmetros, garantindo que o projeto não seja apenas uma representação visual, mas também uma base de dados estruturada. Dessa forma, além de reproduzir a forma icônica do Copan, o modelo BIM pode ser utilizado para análises, extração de quantitativos e compatibilização de projetos.

Fonte: SP Corporate 

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É possível fazer elementos orgânicos no Sketchup?

É possível fazer elementos orgânicos no Sketchup?

 

A modelagem de formas orgânicas sempre foi associada a softwares mais avançados e voltados à escultura digital. No entanto, com a evolução das ferramentas e plugins, o SketchUp tem se mostrado cada vez mais capaz de atender a esse tipo de demanda. Mas afinal, até que ponto é possível criar geometrias fluidas, curvas complexas e superfícies naturais dentro desse ambiente tradicionalmente voltado à modelagem mais rígida?

Fonte: ArchDaily

Limitações e possibilidades do SketchUp na modelagem orgânica

O SketchUp foi originalmente desenvolvido com foco em modelagem geométrica simples, baseada em linhas retas, faces planas e volumes bem definidos. Isso faz com que, em sua versão padrão, ele não seja naturalmente intuitivo para a criação de formas orgânicas, como superfícies curvas contínuas ou estruturas biomórficas.

Ainda assim, é possível contornar essas limitações utilizando técnicas específicas, como a segmentação de curvas e o uso estratégico de ferramentas como “Follow Me” e “Sandbox”. Essas abordagens permitem simular superfícies mais suaves, ainda que com certo esforço manual e atenção aos detalhes.

Além disso, o uso de componentes e grupos ajuda a organizar a modelagem, especialmente em projetos mais complexos. Mesmo com limitações nativas, o SketchUp pode sim ser utilizado para formas orgânicas, desde que o usuário compreenda suas restrições e saiba explorá-las de maneira criativa.

Fonte: Architizer

O papel dos plugins na criação de formas orgânicas

Os plugins são fundamentais para expandir as capacidades do SketchUp, principalmente quando o assunto é modelagem orgânica. Ferramentas como Artisan, SubD e FredoScale permitem trabalhar com subdivisão de superfícies, deformações e suavização que aproximam o software de plataformas mais robustas.

Com esses recursos adicionais, é possível criar superfícies mais fluídas, controlar malhas com maior precisão e até simular comportamentos mais naturais de formas. Isso abre portas para projetos arquitetônicos mais ousados, design de produto e até cenografia.

Além disso, muitos desses plugins possuem interfaces intuitivas, o que facilita a adoção mesmo por usuários intermediários. Assim, o SketchUp deixa de ser apenas uma ferramenta de modelagem básica e passa a atuar como um ambiente mais versátil e poderoso.

Alguns ponto de atenção para trabalhar so sketchup é sempre usar as etiquetas e grupos de uma forma pratica e sem limitações 


Fonte: Viva Decora

Integração com outros softwares e fluxos de trabalho

Outra estratégia comum para trabalhar com elementos orgânicos é integrar o SketchUp com outros softwares especializados, como modeladores paramétricos ou de escultura digital. Nesse fluxo, o SketchUp pode ser utilizado para estrutura base, enquanto as formas orgânicas são desenvolvidas em ferramentas mais avançadas.

Após a criação de geometrias, é possível importá-las de volta para o SketchUp para ajustes, documentação ou compatibilização com projetos arquitetônicos. Essa abordagem híbrida é bastante utilizada em fluxos BIM e em projetos que exigem maior complexidade formal.

Dessa forma, o SketchUp se mantém relevante dentro de um ecossistema maior, atuando como uma peça importante na comunicação e desenvolvimento do projeto, mesmo quando não é o principal responsável pela modelagem orgânica.


Fonte: 3D Warehouse

 

Experiência na prática, a SPBIM te ajuda 

Criar uma escada no SketchUp pode parecer simples, mas quando você aplica técnica e organização, o resultado muda completamente.

Neste vídeo, você vai aprender como modelar escadas no SketchUp de forma prática e profissional, utilizando um método que pode ser aplicado em projetos reais, garantindo mais precisão e agilidade no seu fluxo de trabalho. Se você quer evoluir no SketchUp e sair do básico, esse conteúdo é para você.

Fonte: SPBIM 

Conclusão

Sim, é possível fazer elementos orgânicos no SketchUp, mas isso depende diretamente das estratégias adotadas pelo usuário. Seja explorando ao máximo as ferramentas nativas, utilizando plugins ou integrando com outros softwares, o importante é compreender que o SketchUp pode ir além do básico. Com conhecimento técnico e criatividade, ele se torna uma ferramenta capaz de atender até mesmo demandas mais complexas e expressivas dentro da modelagem tridimensional.

 

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ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO NO BIM

ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO NO BIM

 

À primeira vista, a construção de estádios é uma atividade desafiadora e emocionante que exige uma combinação única de habilidades técnicas, criatividade e coordenação entre equipes multidisciplinares. Contudo, a copa do mundo é um dos eventos esportivos mais aguardados do mundo e, como tal, requer arenas que sejam modernas, funcionais e impressionantes. É é aqui que entra o Building Information Modeling (BIM), uma metodologia que está transformando a forma de se construir na área civil. Assim, para saber mais sobre este método, sugerimos a leitura do nosso artigo: O QUE É BIM?

 

Arquitetura na copa do mundo

De antemão, sabemos que a arquitetura desempenha um papel importante na organização e realização da copa do mundo, desde a construção de estádios até a criação de estruturas temporárias e espaços públicos para eventos relacionados, por isso a construção e reforma dos complexos esportivos é um aspecto crucial da preparação para o mundial de futebol. Também precisam ser projetados para atender às especificações da FIFA em termos de capacidade, segurança, acessibilidade e tecnologia, além de proporcionar uma experiência de jogo agradável para os torcedores. Assim também, alguns dos estádios da copa se tornam marcos arquitetônicos e atrações turísticas em seus próprios direitos. Por exemplo, o Estádio Nacional de Pequim, construído para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008, foi usado para a copa do mundo de futebol feminino de 2007 e é conhecido por sua estrutura futurista, incluindo uma cobertura em forma de ninho de pássaro. Do mesmo modo, a construção de instalações temporárias, como telões gigantes, espaços para torcedores e áreas de convivência, é uma parte importante da infraestrutura. Em suma, essas construções geralmente são projetadas para serem facilmente montadas e desmontadas após o término do evento.

Fonte: Archdaily

Antes de mais nada, o projeto de construção também desempenha um papel importante na criação de uma experiência memorável para os torcedores. E isso pode incluir o design de áreas de hospitalidade, praças públicas e espaços para fãs, todos projetados para proporcionar uma atmosfera animada e emocionante para os espectadores. Em resumo, a arquitetura é uma parte fundamental do planejamento e realização da Copa do Mundo, desde a construção de novos estádios até a criação de espaços públicos e estruturas temporárias que contribuem para a experiência do público.

Os estádios da copa do mundo em BIM

Antecipadamente, a tecnologia BIM tem sido amplamente utilizada na concepção, construção e gerenciamento das edificações do campeonato mundial da FIFA. Do mesmo modo, o BIM é um processo colaborativo baseado em modelos 3D que permitem aos profissionais de arquitetura, engenharia e construção trabalharem juntos em um ambiente virtual compartilhado para criar um protótipo detalhado e preciso do estádio. As representação digitas detalhadas do estádio, que inclui todas as informações necessárias sobre o projeto, como a geometria do edifício, as especificações dos materiais, as instalações mecânicas e elétricas, a infraestrutura de TI e muito mais. E essas informações são armazenadas em uma base de dados centralizada e podem ser acessadas por todas as partes interessadas no planejamento, incluindo engenheiros, construtores e gerentes de projeto. Também  ajudam a otimizar o processo de construção e gerenciamento do estádio, permitindo que os profissionais identifiquem potenciais problemas antes do início da construção. Ajudando a reduzir os custos, evitar retrabalhos e aumentar a eficiência geral do projeto. Ainda mais, os modelos BIM podem ser usados no gerenciamento das arenas após sua conclusão. As informações armazenadas no modelo podem ser usadas para criar planos de manutenção e gerenciamento de ativos, ajudando os gerentes a manter o espaço em ótimo estado de funcionamento.

Exemplos

Existem vários exemplos de estádios da copa do mundo em que a tecnologia BIM foi utilizada durante o processo de construção. Alguns deles incluem:

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasil (Copa de 2014): foi projetado e construído usando BIM, o que ajudou a melhorar a eficiência do projeto e a identificar e resolver problemas de construção antes do início da obra.

Fonte: Futdados

Estádio Krestovsky, Rússia (Copa de 2018): foi projetado e construído usando BIM, o que ajudou a melhorar a colaboração entre as equipes de design e construção, reduzir os custos e evitar atrasos na construção.

Fonte: Engenharia 360

Estádio Al Wakrah, Qatar (Copa de 2022): foi projetado e construído usando BIM, o que permitiu a colaboração em tempo real entre as equipes de projeto e construção, bem como o gerenciamento de informações detalhadas sobre o projeto.

Fonte: Guia do Qatar

Estádio Luzhniki, Rússia (Copa de 2018): o estádio passou por uma reforma completa antes da sua utilização, que incluiu o uso da metodologia para projetar e gerenciar a construção. O modelo BIM ajudou a melhorar a coordenação entre as equipes de projeto e construção, o que ajudou a reduzir custos e a evitar atrasos na obra.

Fonte: Folha PE

Esses são apenas alguns exemplos de instalações esportivas em que a tecnologia de modelo de informação da construção foi utilizada para melhorar a eficiência, reduzir custos e evitar atrasos na construção.

Conclusão

Em resumo, o BIM tem sido fundamental na concepção, desenvolvimento e construção de estádios de copa do mundo, garantindo que essas estruturas tenham segurança, eficiência e precisão. Os modelos tridimensionais detalhados e as análises de desempenho fornecem informações precisas e úteis para todos os profissionais envolvidos no processo, melhorando a comunicação e reduzindo erros. A implementação do BIM na indústria da construção civil é uma tendência crescente, e o sucesso do uso dessa tecnologia em grandes projetos, como os citados acima, só reforçam sua importância e eficiência.

Como exportar do Revit para o Navisworks?

Como exportar do Revit para o Navisworks?

 

Aprenda como exportar do Revit para o Naviwsorks!

 

COMO EXPORTAR DO REVIT PARA O NAVISWORKS:

PASSO 1:

Acesse uma vista 3D

Como exportar do Revit para o Navisworks

 

 

PASSO 2: 

Clique em Arquivo > Exportar > NWC

 

IMPORTANTE: 

LEMBRAR DE INSTALAR O EXPORTADOR DO NAVISWORKS:

Clique aqui para ir para página de instalação ou acesse: https://www.autodesk.com.br/products/navisworks/3d-viewers

 

PASSO 3: 

Ao selecionar a opção NWC, irá surgir uma nova janela, selecione a opção Navisworks settings

 

PASSO 4: 

Selecione as opções conforme a imagem abaixo

Como exportar do Revit para o Navisworks

 

LEIA MAIS:

O que é o Navisworks?

O que é o Revit? 

Realidade Aumentada e Virtual no BIM!

Realidade Aumentada e Virtual no BIM

 

 

A indústria automobilística e de produção usam intensamente a prototipagem como ferramenta para testar e analisar seus projetos e assim otimizar os produtos antes de serem colocados em produção, além de tudo há um cuidadoso gerenciamento de etapas que incorporam muitos participantes em seu complexo processo. Diferentemente, a indústria construtiva explora pouco este método, tornando isso um ponto significativo de diferenciação entre essas indústrias. Confira nesse artigo sobre a Realidade Aumentada e Virtual no BIM!

Apesar da indústria construtiva ter recursos para a construção de réplicas, não é viável que esses protótipos cheguem a uma reprodução de 1:1 apenas para realização de testes e análises. O mais próximo que se chega disso é o famoso “decorado” que tanto nos convidam a visitar para sentirmos como seria morar em um determinado apartamento.

Mas o avanço das tecnologias de Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) estão sendo usadas para alcançarmos tal finalidade através da possibilidade de criação de protótipos virtuais, ainda na fase de planejamento, que simulem um espaço em 1:1

Realidade Virtual e Aumentada no BIM
Arquiteta usando um óculos VR para visualização de modelo // Fonte: freepik

 

Tal propósito só foi alcançado graças a uma série de softwares desenvolvidos especificamente para a modelagem no BIM, tais como o Revit, o Archicad, o Vectorworks e o QiBuilder. Estas são ferramentas com as quais profissionais criam protótipos virtuais tais quais seriam seus modelos reais. Tal nova tecnologia desencadeou uma mudança no processo de projetar e os modelos deixaram de ser meramente representativos e passaram a desempenhar a função de protótipos

informacionais que podem ser testados, analisados e otimizados a fim de gerar informações para planejamento, suprimento, construção e operação.

Ciclo-BIM
Ciclo BIM // Fonte: SPBIM

 

Embora a indústria da construção tenha sido relativamente lenta na adoção completa deste processo, a pandemia de COVID-19 forçou uma rápida reestruturação e revisão imediata das metodologias e suas vertentes no trabalho, tornando a tecnologia e seus controles a distância um dos principais aliados, tendo ocorrido um foco em sua implementação, possibilitando assim a difusão de diversas tecnologias, incluindo a AR e VR que devem ter um impacto crescente nos próximos anos.

 

O QUE É A REALIDADE VIRTUAL (VR) E A REALIDADE AUMENTADA (AR)?

 

Realidade Virtual (VR) é um termo usado para definir um ambiente virtual no qual o usuário pode se inserir/interagir/simular como se em realidade estivesse mesmo ali, entretanto não passa de uma simulação computacional.

Tal tecnologia, além da possibilidade de interação com o auxílio de fones de ouvidos e óculos, pode induzir efeitos visuais e/ou sonoros visando a imersão e sensação de realidade nos usuários que se sentem “dentro” da simulação computacional.

Em contraste com a VR, a Realidade Aumentada (AR) é definida como a visão de um cenário real com certos elementos da VR por entradas do mundo real extraídas por computador. Muitas vezes há confusões entre as duas tecnologias.

No entanto, a principal diferença é que o VR cria um ambiente totalmente simulado, enquanto o AR sobrepõe imagens e informações geradas por computadores sobre o mundo real, a famosa simulação em AR já na escala do 1:1. Um grande exemplo de Realidade Aumentada (AR) foi o jogo PokémonGo que projetava os personagens no ambiente filmado pelas câmeras do celular.

Resumidamente, e para acabar com as dúvidas, pensem que: a realidade virtual (VR) seria uma simulação digital enquanto a Realidade Aumentada (AR) seria a simulação que combina o real e o digital em um ambiente imersivo.

Uso de óculos VR para visualização de modelos BIM
Uso de óculos VR para visualização de modelos BIM // Fonte: SPBIM

 

APLICAÇÕES DO RV/AR:

 

1. APRIMORAMENTO DE DESIGN:

Após a execução dos projetos de sistemas prediais, é normal que o projeto de arquitetura seja influenciado. Entretanto, quando se realiza os desenhos em CAD não se nota tal influência ou suas possibilidades de adequação a partir do sistema. A realidade virtual colaborativa é usada para facilitar a compreensão e dinamizar as melhorias projetuais antes de execução de tal projeto.

 

2. ECONOMIA DE TEMPO E DINHEIRO:

A realidade virtual é usada de modo que, através da construção virtual, entendamos todas as falhas e possibilidades de melhoramentos antes do projeto ir para execução, evitando assim recompras ou retrabalhos por revisões que aconteceriam em CAD.

 

3. PONTUALIDADE NOS PRAZOS:

Ao se construir em realidade virtual é possível entender qual a lógica dos processos facilitando e aumentando a assertividade do dimensionamento real de prazos ou custos.

 

4. MAIS TRANSPARÊNCIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL:

Com tais tecnologias é possível compreender todo o quantitativo para execução do projeto e toda a sua lógica, já que ao construir o modelo em BIM no nível 4D é possível extrair os quantitativos líquidos fiéis e também mostrar o modelo como manual de execução de qualquer processo pré-desenhado.

 

 

REALIDADE AUMENTADA E VIRTUAL NO BIM: VANTAGENS

 

1. COMPATIBILIZAÇÃO:

Ao se trabalhar com realidade virtual na modelagem BIM, a compatibilização se torna quase empírica, pois é mais fácil encontrar erros ao vê-los em três dimensões e/ou em tamanho real. Além desse facilitador, alguns softwares BIM realizam o famoso Clash Detection (Detecção de Conflitos) de forma automatizada, desta forma reduzimos o tempo manual “braçal” e “intelectual” necessário para verificação de modelos e também custos na construção.

Com esse fluxo, associado aos Overviews (checagem visual), é possível medir o avanço financeiro e garantir que não ocorram atrasos desnecessários antes da fabricação ou imprevistos em execução. Em suma, o uso da realidade virtual BIM para Clash resulta em menos tempo, o que é igual a menos gasto e desperdícios de material em obra.

Compatibilização de obra em 3D
Compatibilização de obra em 3D // Fonte: Adaptação SPBIM

 

2. CANTEIRO DE OBRAS:

Alguns projetos não conseguem passar por uma revisão bem densa antes de começar a ser construído, muitas vezes porque o arquiteto não se atentou ao contexto de inserção. Ao se trabalhar com a realidade virtual na modelagem BIM 5D, pode-se descobrir essas limitações e entender melhor projeções de custos e tempo para execução ainda nos estudos preliminares. Em uma aplicação dessa metodologia pode-se descobrir interferências externas, tal como a impossibilidade de chegada de peças grandes ao local devido ao fluxo de carga ou descarga desse material em relação ao dimensionamento ou trânsito da via.

 

3. TREINAMENTO DE MÃO-DE-OBRA:

Um dos maiores desafios da construção civil é o entendimento e execução da construção tal como o projeto, pois muitos funcionários não entendem os desenhos técnicos. Ao se trabalhar com VR/AR é possível ampliar determinada parte do modelo “in-loco” e através da imersão, pode-se ensinar o profissional de forma mais objetiva e clara.

Em um exemplo claro é de que é possível ensinar como será passado determinado sistema ou como seria determinado encaixe estrutural através de inserção destes elementos em 3D em uma filmagem do ambiente.

Visualização de sistemas em 3D projetados in loco
Visualização de sistemas em 3D projetados in loco // Fonte: Trimble Connected Construction

 

4. EXPERIÊNCIA DO CLIENTE:

Muitas obras demoram anos para serem construídas e, no atual formato do mercado, os clientes só possuem acesso a uma determinada cena renderizada. Essa limitação pode ser ilusória e passar uma sensação falha ao cliente. Ao se trabalhar com AR/VR é possível imergir o cliente no seu protótipo, possibilitando uma experiência real de ver tudo e em qualquer ângulo antes da execução, o que evitaria futuros descontentamentos.

Além das vantagens na fase de pré-construção, os clientes ainda podem usar tais meios para possíveis intervenções. Em um exemplo claro, a realidade aumentada poderia ser usada pelo cliente para checar se seria possível quebrar determinada parede ou saber onde estão passando as instalações prediais para não acabar danificando uma tubulação ao fixar algum móvel.

 

5. ESTUDOS DE VIABILIDADES:

É comum um profissional ser obrigado a desistir de ideias por não seguir um padrão já conhecido ou por não possuir um respaldo bibliográfico. Com o VR/AR é possível vislumbrar qualquer ideia e já verificar sua eficiência ou limitação. Em um exemplo claro, basta pensar se seria possível e como se comportam as estruturas de um projeto da Zaha Hadid, como o Centro Heydar Aliyev em Baku, capital do Azerbaijão, se tivesse sido desenhado e calculado na mão na década de 80.

Centro Heydar Aliyev por Zaha Hadid // Fonte: Archidaily

 

CONCLUSÃO:

Nós da SPBIM acreditamos que o avanço tecnológico é a chave para o controle de falhas e otimização de custos, por isso incentivamos e apoiamos o uso da Realidade Virtual e Aumentada atreladas ao BIM, pois seu uso é um plus de modelagem necessária para completa satisfação/compreensão dos clientes e rapidamente paga seu custo de investimento, tanto em tempo quanto em qualidade de trabalho e precisão de análises e escolhas.

Arquitetura paramétrica no BIM

Arquitetura paramétrica no BIM

 

A modelagem paramétrica tem ganhado cada vez mais espaço entre os arquitetos brasileiros devido aos seus resultados de rupturas com o formalismo tradicional, seus altos índices de ganhos com edifícios de alto desempenho e velocidade de produção projetual. Por isso a parametrização está sendo cada vez mais procurada e implementada nos escritórios de concepção, neste artigo iremos abordar sobre a arquitetura paramétrica no BIM!

Contudo, cabe lembrar que a construção civil só tem alcançado essa ruptura de concepção por mérito do BIM (Building Information Modeling, ou em português Modelagem da Informação Construída) .

Este tem viabilizado a prototipação do construído a partir de políticas, processos e tecnologias (Succar, 2009), proporcionando diversos benefícios em toda a cadeia produtiva com aspectos que auxiliam desde o desenvolvimento de projetos ao planejamento, orçamentação e manutenção das construções.

Certo é que a revolução está a cada dia mais ligada diretamente aos softwares BIM e seus plugins que auxiliam o arquiteto no seu processo criativo e o ajudam a tomar melhores decisões a partir de análise de parâmetros. Mas o que são esses parâmetros e como eles têm sido empregados?

Análise algorítmica do estádio de Hangzhou || Fonte: Nathan Miller

 

ARQUITETURA PARAMÉTRICA: O QUE É?

A arquitetura paramétrica é uma construção que tem por base de concepção determinado por dados e parâmetros complexos que definem sua forma a partir de informações como carga estrutural, funções, cargas de vento, dimensionamento de tensões, clima, materiais, carta solar, rota dos ventos predominantes entre outros elementos de análise que possam gerar parâmetros informacionais.

Uma vez que esses parâmetros são computadorizados, torna-se possível que esses elementos sejam levados em consideração para o desenvolvimento de elementos marcantes do projeto por meio de algoritmos.

Os algoritmos gerados são os padrões de análise responsáveis por direcionar as decisões e procedimentos necessários para modelagens que resultam na criação de diferentes formas geométricas por meio de iterações e cálculos computacionais, criando desenhos que obedecem às leis matemáticas.

Sunrise Tower por Zaha Hadid

 

Diante disso, o controle sobre a construção geométrica por parte do projetista poderá ser feito através do monitoramento das variáveis dentro de suas respectivas funções como, por exemplo, a determinação de brises para a fachada ou então um resultado plástico da totalidade que preveja uma massa sem necessidade de uma segunda pele.

Entretanto, é importante ter consciência que os algoritmos não dão a solução para a arquitetura, eles apenas simulam caminhos para melhores soluções. Essas soluções são resultados dos algoritmos que geram geometrias a partir de valores, ou seja, após a leitura de todas as informações e parâmetros, os softwares traduzem essas condicionantes e as apresentam em forma de geometria. Esse processo é denominado de algoritmo generativo.

Em uma aplicação prática de um sistema gerativo, imaginemos uma implantação de um dado empreendimento em um lote x. Atendendo aos seus índices urbanísticos como: recuos, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, índice de adensamento, área de permeabilidade do solo entre outros.

O algoritmo generativo poderia produzir diferentes soluções que estejam de acordo com as regras pré-estabelecidas e o arquiteto ainda poderia estudar diferentes alternativas volumétricas em poucos minutos.

 

SOFTWARES BIM PARA A PARAMETRIA

Sobre a parte do desenvolvimento computacional, o projetista tem seu processo produtivo um pouco diferente.

No lugar de desenvolver uma volumetria embasada no contexto criativo, ele deve desenvolver novas competências ligadas a programação, seja a textual, como Python, C#, e outras ou mesmo de programação visual. Atualmente o Python tem sido a programação textual mais escolhida para implementação em escritórios de civil por se tratar de uma linguagem de programação  mais fácil de ser aprendida.

Contudo, o mercado dos softwares tem mostrado novos recursos de programação visual que trata a programação a partir da intuição e simplicidade lógica.

Nessas ferramentas o desenvolvedor utiliza nodes que executam certas funções e quando interligados e ordenados segundo uma lógica, produzem uma função algorítmica para realizar alguma tarefa específica para conceber determinada volumetria a partir de parâmetros pré determinados.

O Grasshopper é um exemplo de uma destas plataformas. Ele roda dentro de um software de modelagem 3D chamado Rhinoceros, mas pode se conectar a softwares de autoria BIM, como o Archicad e o REVIT, por meio de plugins específicos.

Além dele existe o Dynamo que é um outro exemplo de lógica de uso e que já vem diretamente instalado ao Revit e também pode ser associado ao Archicad através de plug-in.

Processo de análise algorítmica || Fonte: SpBIM

 

 

VANTAGENS DA ARQUITETURA PARAMÉTRICA

1 – ECONOMIA DE TEMPO

Uma mesma programação consegue gerar milhões de hipóteses diferentes a partir de vários parâmetros que mudam de acordo com seu contexto de inserção projetual, cada vertente de escolha do algoritmo pode gerar um novo ativo que em questões de minutos pode ser testado de diferentes formas para estudar múltiplas possibilidades de projeto dentro das premissas condicionadas na programação.

 

2- IMPULSIONAMENTO DA CRIATIVIDADE

O design generativo oferece novas oportunidades para que arquitetos e engenheiros saiam do comum e explorem designs que não teriam imaginado sozinhos, pois o algoritmo não tem influência das vertentes arquitetônicas. Então, por exemplo, ele não reproduziria uma arquitetura simplesmente pelo efeito estético, diferente disso, ele calcula a melhor resposta volumétrica para a função gerando uma plasticidade única, mostrando ao projetista novas formas de resolução problemática.

 

3- SINGULARIDADE FUNCIONAL

Diferente da simplicidade que permite a replicabilidade técnica amplamente usada na arquitetura do pós guerra que reproduz as mesmas formas em diferentes contextos, a arquitetura paramétrica tem por premissas variáveis contextuais, então o mesmo algoritmo vai responder de forma única à interação com determinado local, gerando um projeto único como resposta aos parâmetros do lugar que será verdadeiro apenas no seu contexto de aplicação.

 

EXEMPLOS DE APLICAÇÃO NA ARQUITETURA

 

1.WALT DISNEY CONCERT HALL por Frank O. Gehry & Partners – Los Angeles, EUA.

Um projeto que ficou marcado pelo design exuberante e sua estrutura de $274 milhões de dólares que não possui nenhum ângulos ou dimensões padrões é uma sala de concertos que foi encomendada como uma homenagem de Lillian B. Disney ao seu falecido marido Walt Disney.

Modelo BIM e maquete || Fonte: Walt Disney Concert Hall

 

2.BEIJING NATIONAL STADIUM por Herzog & de Meuron – Beijing, China.

Construído paras as olimpíadas de 2008, o estádio foi um projeto que  marcou recordes de maior volume bruto construído e a maior estrutura de aço do mundo. Sua área interna possui três milhões de metros cúbicos, o que o consagrou como o maior espaço fechado do mundo. Ele também é considerado a maior estrutura de aço do mundo, com 26km em aço desembrulhado.

Estádio Ninho de Pássaro || Fonte: http://www.china.org.cn

 

3.GUANGZHOU OPERA por Zaha Hadid Architects – Guangzhou, China.

O projeto tem por diferencial a construção da plasticidade a partir do contexto de paisagem natural, geologia e topografia. a plasticidade também impulsionou que a luz natural fosse valorizada no projeto, então mesmo os ambientes mais próximos ao núcleo do edifício possuem farta incidência solar.

Guangzhou Opera || Fonte: Archdaily

 

4. MUSEU DO LOUVRE ABU DHABI por Atelier Jean Nouvel – Anu Dhabi, Emirados Árabes.

O projeto tem por partido conciliar as questões climáticas extremas e o conforto climático do visitante. Então os arquitetos usaram algoritmos para encontrar “serenamente a luz e a sombra, a reflexão e a calma que refletisse o pertencimento a um país, sua história, sua geografia, sem tornar-se uma tradução plana, o pleonasmo que é traduzido na monotonia e convenção”. Além da plasticidade, sua cobertura é automatizada e se move de acordo com as variações climáticas.

Vistas de apresentação do projeto || Fonte: Archdaily

 

APLICAÇÕES DE ARQUITETURA PARAMÉTRICA EM INTERIORES

Além da plasticidade externa, o algoritmo também pode ser usado em projetos de interiores como condicionante de conforto de uma maneira mais precisa e sob diversas variações e aplicações, como as de refletores acústico, distribuidores de luz e ventilação, absorção térmica e até desempenho dos materiais sobre cada um dos pontos anteriores. Como exemplificado pelos seguintes projetos:

 

1. AUDITÓRIO DA ESCOLA DE MÚSICA VOXMAN DA UNIVERISDADE DE IOWA por LMN Architects  – Seattle, EUA.

Foto interna do auditório
Foto interna do auditório || Fonte: LMN

 

2.WALT DISNEY CONCERT HALL por Frank O. Gehry  – Los Angeles, EUA.

Auditório visto da seção de assentos do balcão
Auditório visto da seção de assentos do balcão || Fonte: Walt Disney Concert Hall

 

3.SALA DE DANÇA DO GUANGZHOU OPERA por Zaha Hadid Architects  – Guangzhou, China.

Sala de dança Guangzhou Opera
Sala de dança Guangzhou Opera || Fonte Archdaily

 

CONCLUSÃO

O desafio e a necessidade de visualizar formas complexas surgiu com o aparecimento de plugins e softwares paramétricos. Hoje, no cenário mundial, o projeto paramétrico é de longe um dos processos de modelagem mais utilizados e tem gerado uma grande variedade de padrões geométricos para testes em tempo recorde.

Mediante isso, nós da SPBIM reconhecemos a importância em incorporar processos paramétricos desde a concepção do projeto ao ganho de tempo no desenvolvimento do modelo e, por isso, nós usamos, ensinamos e incentivamos o uso dos softwares e plugins capazes de executar tamanha funcionalidade.

Illustrator para arquitetos e designers

Illustrator para arquitetos e designers

 

O Adobe illustrator é um software gráfico desenvolvido pela empresa Adobe com foco em edição de imagens visuais. Essa ferramenta pode ser utilizada na construção de ilustrações, logotipos, tipografias e muito mais. Ele é utilizado nos sistemas Windows e Mac. C, confira nesse artigo como podemos utilizar o Illustrator para arquitetos e designers.

Como os demais softwares da Adobe, o illustrator possui uma versão de teste gratuito e uma versão paga, esta última vale muito a pena para aqueles que precisam constantemente de imagens bem elaboradas e “tratadas” para que não haja perda de resolução e qualidade.

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Adobe Illustrator / Fonte: Divulgação/Adobe

 

Se você já utilizou ou conhece algum outro programa da Adobe, não terá dificuldade em manuseá-lo, já que ele possui uma interface bem parecida com a dos demais softwares da empresa. Por meio do illustrator é possível inclusive editar objetos tridimensionais e aplicar os mesmos efeitos oferecidos pelo Photoshop.

Claro que isso não quer dizer que os dois programas sejam equivalentes pois ambos possuem características próprias.

Como utilizar o illustrator em arquitetura?

O principal fator na utilização deste software seria a criação de plantas humanizadas que permitem trazer mais realidade e compreensão do projeto do que plantas baixas comuns, sendo ideal para a apresentação aos seus clientes em toda a fase de concepção do projeto arquitetônico.

Com o Illustrator você poderá realizar diagramações de pranchas e finalizar sua entrega de forma mais fácil e de boa qualidade. Várias equipes o software para conceber e criar pranchas apresentações de concursos de projetos, pois estas geralmente possuem uma natureza mais artística e comunicativa que meras plantas técnicas executivas e também carregam o intuito de “encantar” e “vender a ideia”

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A ferramenta possui uma ótima comunicação com outros formatos de arquivos, permitindo que extensões .dwg do AutoCad, .skp do SketchUp, ou PDF para serem utilizados no Revit, por exemplo, ou no Archicad, portanto, ele se comunica facilmente com softwares que leem vetores, que possibilita realizar retoques de desenho básico.

 

E por que utilizá-lo no design?

Por ele ser uma ferramenta que permite desenvolver ilustrações do zero a partir de vetores, não há perda de qualidade no resultado da imagem. Além disso, ele permite que haja total liberdade e flexibilidade na criação, algo excelente para o designer que o possibilita desenvolver de logotipos simples a ilustrações complexas incríveis.

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Diferença entre vetor e raster / Fonte: Webnial

 

Conclusão:

Nós da SPBIM incentivamos a utilização do Adobe Illustrator, entendemos a importância de um bom resultado na montagem e apresentação de pranchas arquitetônicas e na construção de desenhos e ilustrações de vetores para designers. Também seu uso traz vantagens em todas as etapas do projeto, do desenvolvimento até a finalização com a criação das imagens, otimizando e aumentando a produtividade em projetos de maneira clara e trazendo um excelente resultado para o seu cliente. O Illustrator é parte de um fluxo de trabalho entre diversas ferramentas e é um colaborador BIM de qualidade no processo de projeto.