O BIM é uma ferramenta?

O BIM é uma ferramenta?

O BIM é uma ferramenta?

 

Se você é do setor da construção civil, com toda certeza já deve ter ouvido falar ao menos uma vez sobre o termo BIM (Building Information Modeling) e suas associações aos diversos softwares BIM que juntos “operam milagres” em questão de planejamento e execução de projetos. Se você ainda está confuso e ainda se pergunta se afinal de contas “o BIM é uma ferramenta?” Nós, da SPBIM, vamos te esclarecer de vez a diferença de conceitos.

Após a aprovação e publicação oficial do Decreto BIM (2020), o assunto “BIM” ganhou o empurrão necessário para para se enraizar de vez na indústria da construção civil. Apesar de a aderência do BIM no Brasil ainda ser baixa, pois segundo o Governo Federal, apenas 5% do PIB da Construção Civil o adotam, o plano estratégico define a implementação completa do sistema BIM até 2028. O baixo apego à metodologia se deve principalmente pela falta de conhecimento do setor sobre seu funcionamento e ganhos, já reconhecidos perante o estado.

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Decreto BIM / Fonte: Diário Oficial

 

Mas afinal de contas, o que é o BIM? Ele é um conceito que abrange todo um sistema de trabalho que usa a modelagem para atrelar informações da construção a um exemplar digital. Em outras palavras, o BIM é o processo que prototipa a construção real em ambiente virtual, isso possibilita não só a representação mas também o domínio de todo o banco de informações multidisciplinares relativas ao ciclo de vida da construção.

Dito isso, é errado limitar o BIM ao termo ferramenta, pois se trata de uma metodologia muito maior que, além de definir diretrizes e regras para a modelagem, viabiliza padrões para processos e trabalhos similares à construção real. Portanto, usar um Software BIM não necessariamente te faz trabalhar em BIM, mas para usar essa metodologia, você sempre precisará de um Software BIM.

 

Por que o BIM não é só uma ferramenta?

Apesar dos modelos BIM serem construídos com auxílio de ferramentas BIM, elas por si só não garantem a fidelidade do modelo à construção real, pois a forma com que se usa a ferramenta pode corromper o modelo. Como dito anteriormente, já sabemos que o modelo BIM é um compilado de informações que referenciam a construção real do edifício, portanto, as negligências e uso incorreto da ferramenta inviabilizam que o modelo seja chamado de BIM.

Um exemplo mais claro seria pensar em um trabalho colaborativo de diferentes disciplinas tais como, luminotécnica e arquitetura. Supondo que toda a arquitetura foi modelada no Archicad seguindo todos os preceitos BIM, e que o projeto de luminotécnica foi feito em Revit, mas de forma negligente sem o uso de modelagem de elementos e utilizando apenas linhas e tramas de forma representativa. Quando o responsável pela compatibilização abrir os dois modelos, o projeto de luminotécnica não terá nenhuma informação agregada e, por mais que as representações tenham se originado em um software BIM, ele não seria um modelo BIM, pois a luminotécnica não foi realizada com os elementos corretos, nomenclaturas, padrões, etc.

 

Principais ferramentas BIM:

Agora que já sabem a diferença entre os conceitos, nós da SPBIM trouxemos um pequeno resumo para entendermos a diferença entre a representação genérica dos modelos em CAD dos modelos BIM. Estes últimos necessariamente contam com as seguintes características:

⦁ ferramentas específicas de modelagens tais como: parede, piso, portas, janelas, pilares, forro, escadas, rampas, telhados e componentes 3D (famílias/objetos);
⦁ Todo elemento inserido no modelo virtual poderá extrair informações de quantidades precisas como: dados de materiais e acabamentos, área, volume, perímetro, o código do produto, nome do fabricante ou até mesmo custos. As possibilidades são diversas;
⦁ Interoperabilidade (OpenBIM): todos os softwares BIM conversam entre si através de IFC’s que possibilitam o trabalho colaborativo.
⦁ Simultaneidade de vistas, ou seja, o modelo se auto ajusta em qualquer vista, independente da vista que ocorra a mudança. Por exemplo, ao mudar o guarda corpo de uma escada, o modelo inteiro atualizará todas as vistas daquele determinado elemento.

 

Para elucidar um pouco mais sobre o assunto e contextualizar vocês quanto ao mercado das ferramentas BIM, a SPBIM separou um top 3 das ferramentas BIM mais comentadas no mercado:

 

1 – REVIT

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MASP / Fonte: SPBIM

Desenvolvido pela Autodesk, o Revit é o software BIM (Building Information Modeling) mais utilizado no mundo. A ferramenta tem por escopo o desenvolvimento de modelos virtuais tridimensionais (3D) com informações paramétricas, ou seja, o Revit é uma plataforma para construção virtual (famoso modelo) baseado na construção real (o físico) que é utilizado para planejamento, projeto, construção e gerenciamento. Entretanto, cabe ressaltar a elevada curva de aprendizado da ferramenta, que é extensa se comparada a outras ferramentas disponíveis, como o seu principal concorrente, o Archicad.

 

2- ARCHICAD

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Fonte: SPBIM

O Archicad é um software BIM (Building Information Modeling) desenvolvido pela empresa Húngara Graphisoft. Com origem desenvolvida para arquitetos, o software proporciona soluções com ferramentas intuitivas voltadas à construção. O Archicad, de maneira única, une a construção e o desenvolvimento de um modelo virtual tridimensional (3D) com informações paramétricas dos elementos construtivos, ou seja, é uma simulação virtual da construção (famoso modelo) baseado na construção real (o físico) onde é possível extrair e utilizar de maneiras eficiente diversas informações do modelo, desde o planejamento, até o projeto, construção e gerenciamento.

 

3 – VECTORWORKS

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Fonte: Vectorworks

O Vectorworks é um software que surgiu no universo do CAD cujo foco era na plataforma IOS. Foi posteriormente lançado para Windows no qual tinha o nome de Mini CAD. Este software tinha como objetivo a criação e documentação de projetos e a primeira versão estável do software voltado para BIM veio em 2016. E hoje é um dos 3 melhores softwares BIM direcionados a arquitetura e tem algumas ferramentas que seus concorrentes não possuem, o que torna possível seu crescimento no mercado. Semelhante a softwares de modelagem orgânica, como Rhinoceros, o Vectorworks é um software com recursos para modelagem complexa, porém em BIM.

 

 

CONCLUSÃO:

Nós da SPBIM entendemos a associação das ferramentas BIM ao BIM em si. Tendo em vista a relação entre ambos, percebemos todo o aporte das ferramentas BIM como indispensáveis. Entretanto, achamos relevante salientar que apenas usar uma ferramenta BIM não te faz especialista BIM, pois o termo abrange um leque de assuntos mais amplos do que apenas baixar um software e sair modelando. Portanto, somos a favor da difusão completa sobre a metodologia BIM e fazemos questão de abrir a discussão do “BIM é uma ferramenta?” em todos os nossos cursos.

Ainda criamos um curso com foco em BIM, no qual tratamos o que é a metodologia, como ela funciona e até mesmo como implantá-la em diferentes nichos.

Artisan no SketchUp: Modelagem Orgânica

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Modelagem Orgânica com Artisan no SketchUp

 

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Artisan é uma poderosa extensão do SketchUp. Essencial para quem deseja desenvolver e criar modelagens orgânicas, com curvas e de modo suave, comum em mobiliários, estofados, tecidos, almofadas, objetos decorativos e abstratos, plantas e pedras, topografias ou até personagens em 3D.

Baseado no seu popular Smooth & Subdivision, o Artisan é perfeito para modelar formas orgânicas e relevos de terreno. Ele possui um conjunto de ferramentas de “alterações” que permitem esculpir, suavizar, comprimir e aplicar diversas texturas da mesma maneira que você aplicaria em uma pintura.

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FONTE: extensions.sketchup.com

 

Com o Artisan é possível aumentar ou reduzir a complexidade de polígonos em seu modelo, permitindo assim que escolhamos se ele terá mais detalhes ou não. Há também um conjunto de ferramentas de vértices que permite usar uma modelagem baseada no controle desses pontos

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FONTE: extensions.sketchup.com

 

Ao instalar o Artisan, você encontrará um menu bem definido com basicamente quatro ferramentas. Estas são denominadas como:

  • SDS (Smooth & Subdivision);
  • Escultura;
  • Edição de Vertex;
  • Redução de polígonos.

Tendo as mesmas opções de sua versão anterior, mas conhecido apenas como plugin Smooth & Subdivision, o Artisan incorpora estas opções da mesma forma, porém com melhorias em processamento de extensão e velocidade. Através da técnica de modelar elementos em low-poly, que consiste em manter o mínimo de faces possível no alcance de um devido resultado, alcançamos uma modelagem orgânica com um arquivo mais fácil de trabalhar por ser mais leve.

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FONTE: extensions.sketchup.com

 

Como funciona o Artisan no Sketchup 

A ferramenta funciona basicamente subdividindo a face em questão e suavizando-a em seguida. Este é um processo que pode ser repetido em até quatro interações, cada uma com um resultado mais suave e com mais polígonos.

Outra de suas funcionalidades é a Sculpt Brush, possuindo cinco modos de uso – Sculp, Inflate, Flatten, Pinch e Smooth. Você altera entre os modos através do clique com o botão direito do mouse ou da utilização da tecla TAB. Tal facilidade torna a ferramenta intuitiva, dinâmica e de fácil manuseio.

Adicionalmente encontramos um ótimo recurso chamado Brush Mirror Plane que basicamente permite que você espelhe algo modelado, garantindo total simetria no modelo.

Também encontraremos o Select Brush, ferramenta que permitirá a texturização de uma seleção de faces através do controle preciso e fácil da área de seleção, tornando algo que geralmente é complexo, como pintar uma malha subdividida e suavizada, em algo fácil e intuitivo.

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FONTE: extensions.sketchup.com

 

Outro conjunto de ferramentas é a adição de vértices subdividido em quatro opções – Vertex Select, Vertex Move, Vertex Rotate e Make Planar.

 Por fim, outra de suas poderosas funções é o Poly Reduce, que reduz facilmente os polígonos de uma modelagem de malha com um simples botão.

 

CONCLUSÃO:

Artisan se tornou um dos plugins para SketchUp mais populares e úteis entre seus usuários, pois permite que as limitações de modelagem do Software sejam superadas, abrangendo um mundo maior na criação de modelos, pois seu vigoroso algoritmo de subdivisão pode alcançar formas muito complexas e orgânicas com modelos relativamente leves, permitindo que o software seja usado para criação de geometrias que vão além das primitivas euclidianas do cubo, esfera e pirâmide.

Unreal e o BIM

Unreal e o BIM

 

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A área de visualização arquitetônica, conhecida como Archviz, tem sofrido uma das revoluções mais significativas e intensas nos últimos anos. Neste processo, encontramos uma demanda enorme pela produção de imagens realistas a partir de modelos 3D, aumentando a procura pelo acesso às ferramentas que as produzem.

Vários softwares de renderização são lançados no mercado, porém um deles tem se destacado por seu processo e resultado, o Unreal Engine desenvolvido pela Epic Games, empresa que teve início com foco predominantemente no nicho de jogos eletrônicos mas agora tem suas ferramentas usadas amplamente pela indústria da construção, o que a levou a desenvolver produtos específicos para o ArchViz e até mesmo para o desenvolvimento de projetos através do Unreal Engine, portanto, neste artigo vamos entender como esta ferramenta poderosíssima está se inserindo no mercado de Arquitetura e Urbanismo.

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Fonte: AEC Magazine

 

Um dos principais motivos do Unreal Engine ter sido adotado amplamente no mercado da construção é o fato da Epic Games ter focado na interoperabilidade de seu software com outros programas comumente utilizados na arquitetura, principalmente programas BIM por podermos exportar modelos 3D em diversos formatos com informações embutidas neles.

Neste processo, a Epic Games desenvolve e lança o Datasmith, um plug-in capaz de importar e exportar arquivos entre o Unreal Engine e os principais softwares BIM que já conhecemos, preservando informações, incluindo materiais, termo resistência e outras características sem perda de informações e com possibilidade de atualizações.

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Fonte : UNREAL ENGINE

 

Uma das principais funcionalidades do sistema BIM é a capacidade de colaboração de uma equipe no mesmo projeto através da criação de um modelo central no qual vários projetistas podem trabalhar simultaneamente com atualizações instantâneas. O Unreal Engine avança nesta direção dando também a possibilidade de uma equipe trabalhar na visualização de cenas discutindo e alterando a mesma. A equipe de produção da série Game of Thrones utilizou o software da Epic Games para desenvolver suas cenas que exigiam complexidade de modelagem através de uma grande equipe.

Há a possibilidade de imersão nos modelos 3D através de óculos VR, possibilitando a visualização de um modelo 1:1 com admissão de alterações em tempo real que também renovam as informações no modelo BIM. Um famoso escritório que utiliza a ferramenta desta maneira é o Zaha Hadid Architects, que aplica este método em todos seus projetos, o que é extremamente útil, pois a inserção no ambiente em escala real de forma realista nos abre a possibilidade de vermos e corrigirmos erros que não seriam percebidos com o uso de outras ferramentas.

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Fonte : Zaha Hadid Architects

 

Outra curiosidade pouco conhecida é que a Epic Games também é desenvolvedora do Twinmotion, tendo sido este uma derivação do Unreal Engine com maior facilidade de aprendizado e uso mas também com poderosas ferramentas. Logo, a Unreal Engine é como se fosse um Twinmotion em esteróides, com super potência, funcionalidades e liberdade criativa, capaz de produzir cenas incríveis com domínio na alteração de mínimos detalhes

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Fonte: Archdaily

 

Uma das principais funcionalidades do sistema BIM é a capacidade de colaboração de uma equipe no mesmo projeto através da criação de um modelo central no qual vários projetistas podem trabalhar simultaneamente com atualizações instantâneas. O Unreal Engine avança nesta direção dando também a possibilidade de uma equipe trabalhar na visualização de cenas discutindo e alterando a mesma. A equipe de produção da série Game of Thrones utilizou o software da Epic Games para desenvolver suas cenas que exigiam complexidade de modelagem através de uma grande equipe.

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Fonte : Unreal Engine

 

Conclusão

Concluímos que o Unreal Engine é uma grande ferramenta com um futuro promissor em sua relação com o BIM e toda a indústria de arquitetura e urbanismo, sendo explorado por diversos escritórios tanto pela sua capacidade gráfica quanto pelo seu auxílio criativo no desenvolvimento de projetos.

Unreal para Arquitetura, Design e Engenharia

Unreal para arquitetura, design e engenharia

Unreal para arquitetura, Design e Engenharia

Unreal para arquitetura, design e engenharia

 

Inúmeras transformações acontecem no mercado da construção civil nos últimos anos, uma delas é a implementação dos modelos BIM e, principalmente, a revolução 3D na área. Diversos escritórios e construtoras estão utilizando de modelos 3D tanto para criação e representação de maquetes eletrônicas quanto para a construção em si através de desenhos técnicos oriundos destes mesmos modelos tridimensionais, neste artigo iremos abordar o uso do Unreal para arquitetura, design e engenharia!

Quando surgiram as primeiras ferramentas de visualização e projetos em 3D, estas eram caras e pouco acessíveis para a grande maioria dos consumidores de menor porte, porém, hoje temos uma grande mudança graças às ferramentas como a Unreal Engine 4 que se disponibiliza gratuitamente para escritórios de pequeno porte e quando se torna paga é por um preço mais acessível em comparação a outros software

Portanto, hoje falaremos sobre esta ferramenta muito versátil que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de ArchViz (Visualização e representação Arquitetônica) e também no desenvolvimento de projeto.

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Fonte: Unreal Engine 4

 

A Unreal Engine  foi originalmente lançada em 1998 em um jogo chamado Unreal feito pela Epic Games, que mais tarde se tornaria a desenvolvedora do Twinmotion, ferramenta Archiviz com curva de aprendizado menor.

A UE foi inicialmente utilizada principalmente focada em produção de videogames, portanto, suas primeiras ferramentas não estavam necessariamente focadas no fotorrealismo e sim na otimização de se obter um resultado próximo ao realista que não demandasse muita potência de um computador comum. Entretanto, conforme os anos foram se passando, a UE foi ganhando mais funcionalidades e se diversificando para outros mercados, sendo um deles o mercado da arquitetura e urbanismo, o que trouxe um maior foco em fotorrealismo e maquetes interativas voltadas para área. Por conta de seu início como uma ferramenta de videogames, percebemos que hoje em dia a UE tem recursos que outros softwares não possuem, conseguindo alcançar um resultado realista demandando o menos possível do computador.

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Fonte: Unreal Engine 4

 

Diante disto, quais são as vantagens de se utilizar a Unreal para arquitetura, design e engenharia em seu workflow?

A economia de tempo por conta da baixa requisição do computador na produção de renders fotorrealistas é uma de suas maiores vantagens, pois dá ao cliente uma visão mais rápida e clara de como o projeto ficará após sua construção. Também é possível criar maquetes interativas que inserem o indivíduo no próprio projeto, tal qual um videogame.

Contudo, tais vantagens também podem se tornar sua principal fraqueza, pois para se manter leve e demandar o menos possível do computador, a UE4 se utiliza de truques que exigem que seu usuário domine bem a ferramenta, solicitando um tempo de aprendizado maior, do contrário há dificuldade em se alcançar um resultado fotorrealista. Porém, superados estes obstáculos, a alta qualidade do resultado e a economia de tempo na produção são vantagens que falam por si só para a utilização do unreal para arquitetura, design e engenharia.

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Fonte: Artstation Tomasz Muszyński

 

Outra grande vantagem do Unreal para arquitetura é sua funcionalidade de tours em realidade virtual e suporte de renderização em tempo real. Através de um óculos VR, podemos inserir os clientes em um modo imersivo realista no projeto em desenvolvimento, possibilitando feedbacks e aprovações mais rápidas. Também os projetistas podem observar e corrigir erros ou tomar decisões no que é essencialmente uma maquete 1:1 do projeto antes que este seja realizado na obra. Tudo isto nos dá a possibilidade de termos um design realmente interativo, independente da localização onde se encontram os projetistas, podendo estes fazer alterações em tempo real no projeto em desenvolvimento, tornando-se uma ferramenta útil e essencial em tempos de lockdown por conta de pandemias globais que nos impossibilitam de sair de casa.

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Fonte: Unreal Engine 4

 

As limitações advindas da estratégia de baixa demanda do computador para renderização pode ser revertida dentro do UE através da configuração do motor gráfico. Lá, podemos configurar a utilização do Raytracing que é uma simulação de como a luz interage com elementos na sua cena, trazendo assim resultados ainda mais realistas, porém exigindo uma maior taxação do sistema, o que demanda do computador uma capacidade muito elevada.

Vale a pena ressaltar que outras ferramentas como V-ray, Corona Render, entre outras, já se utilizam exclusivamente deste método para renderizar imagens sem oferta de alteração de o quanto o software exige do sistema.

Outro benefício na utilização do UE4  é a fácil integração com outros programas, pois é possível importar e trabalhar com arquivos IFC, cenas inteiras modeladas em Revit, SketchUp, Rhino, além de formatos CAD entre vários outros programas. Isso tudo simplesmente utilizando o plugin Datasmith que importa os dados do modelo para o UE4 preservando todas as informações disponíveis no arquivo.

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Fonte: Unreal Engine 4

 

Além de todas estas vantagens versáteis da Unreal Engine, seus usuários recebem acesso a uma multiplicidade de recursos disponibilizados pela Epic Games, um deles sendo Quixel Megascans, um site no qual podemos encontrar assets, modelos e materiais em altíssima qualidade produzidos através de múltiplas fotos de objetos reais e processadas para produção de um modelo 3D de utilização em maquetes eletrônicas fotorrealistas, otimizando assim um processo que consome muito tempo no ramo de Archviz.

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Fonte: Quixel Megascans

 

CONCLUSÃO:

Vemos então que a Unreal Engine é uma ferramenta extremamente versátil e útil para as diversas fases de projeto na área da construção civil, sendo esta uma ferramenta que, até o presente momento, está muito a frente de seus concorrentes mesmo tendo um preço nulo ou próximo a isso. Sua utilização traz vantagens enormes tanto em desenvolvimento colaborativo quanto em Archiviz com a fácil criação de maquetes eletrônicas realistas. Uma de suas únicas desvantagens é a curva íngreme de aprendizado que demanda o investimento de múltiplas horas de estudo para o domínio na extração da total capacidade da ferramenta.