Cadeia de responsabilidade na modelagem colaborativa

Cadeia de responsabilidade na modelagem colaborativa

A modelagem colaborativa é uma prática cada vez mais comum em contextos que envolvem construção conjunta de conhecimento, desenvolvimento de projetos e gestão de processos complexos. Nesse cenário, a cadeia de responsabilidade surge como um elemento essencial para garantir organização, transparência e eficiência nas contribuições dos participantes. Definir claramente papéis, atribuições e níveis de responsabilidade evita conflitos, retrabalho e falhas de comunicação, promovendo resultados mais consistentes e alinhados aos objetivos coletivos.

Fonte:Oleak

Definição de papéis e responsabilidades
O primeiro passo para estabelecer uma cadeia de responsabilidade eficiente na modelagem colaborativa é a definição clara dos papéis de cada participante. Cada membro da equipe deve compreender suas funções, limites de atuação e entregas esperadas, o que contribui para evitar sobreposição de tarefas e lacunas no processo.

Além disso, a atribuição de responsabilidades específicas favorece a accountability, ou seja, a responsabilização individual dentro do coletivo. Quando cada participante sabe exatamente pelo que responde, torna-se mais fácil acompanhar o progresso e identificar eventuais falhas ou atrasos.

Outro ponto importante é a documentação dessas responsabilidades. Registrar formalmente os papéis e suas atribuições permite consultas futuras e garante maior transparência, especialmente em equipes grandes ou distribuídas, onde a comunicação pode ser mais complexa.

Fonte: FGV

Integração e comunicação entre os participantes
Uma cadeia de responsabilidade eficaz depende diretamente da qualidade da comunicação entre os envolvidos. A modelagem colaborativa exige troca constante de informações, alinhamento de expectativas e atualização sobre o andamento das atividades. Sem uma comunicação clara, mesmo responsabilidades bem definidas podem se tornar confusas.

Nesse sentido, o uso de ferramentas colaborativas e reuniões periódicas contribui para manter todos os participantes alinhados. A integração entre os membros da equipe fortalece o fluxo de trabalho, reduz erros e garante que as contribuições individuais se conectem de forma coerente no resultado final.

Fonte: Ozai

Monitoramento e ajuste contínuo das responsabilidades
A cadeia de responsabilidade não deve ser estática, especialmente em ambientes colaborativos dinâmicos. Ao longo do desenvolvimento do projeto, pode ser necessário ajustar papéis e redistribuir tarefas conforme mudanças de escopo, prazos ou disponibilidade da equipe.

O monitoramento contínuo das atividades permite identificar gargalos, sobrecargas ou falhas na distribuição de responsabilidades. A partir dessa análise, ajustes podem ser feitos para otimizar o desempenho coletivo e garantir maior eficiência no processo de modelagem.

Conclusão
A cadeia de responsabilidade na modelagem colaborativa é um fator determinante para o sucesso de projetos que envolvem múltiplos participantes. Ao definir claramente papéis, promover uma comunicação eficiente e realizar ajustes contínuos, as equipes conseguem trabalhar de forma mais organizada, produtiva e integrada. Dessa forma, a colaboração deixa de ser um desafio e se transforma em uma vantagem estratégica na construção de resultados de qualidade.

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Por que os softwares de modelagem em arquitetura e engenharia passam por atualizações anuais?

Por que os softwares de modelagem em arquitetura e engenharia passam por atualizações anuais?

Os softwares de modelagem utilizados na arquitetura e na engenharia, como ferramentas BIM (Building Information Modeling) e plataformas de CAD, passam por atualizações anuais para acompanhar as transformações tecnológicas, normativas e de mercado. Essas atualizações não se limitam à correção de falhas, mas envolvem melhorias de desempenho, inclusão de novos recursos, adaptação a exigências legais e integração com outras tecnologias emergentes. Em um setor cada vez mais orientado por dados, colaboração remota e sustentabilidade, manter o software atualizado é fundamental para garantir competitividade, produtividade e precisão nos projetos.

Fonte: Alura

Evolução tecnológica e inovação constante

A primeira razão para as atualizações anuais está na rápida evolução tecnológica. Novos recursos computacionais, como processamento em nuvem, inteligência artificial e renderização em tempo real, surgem com frequência e transformam a maneira como projetos são concebidos e apresentados. Para aproveitar essas inovações, os desenvolvedores precisam adaptar seus softwares, incorporando funcionalidades que aumentem a eficiência e a qualidade dos modelos digitais.

Além disso, a compatibilidade com novos sistemas operacionais e hardwares exige revisões constantes. Placas gráficas mais potentes, processadores atualizados e mudanças nos próprios sistemas operacionais podem impactar o desempenho dos programas de modelagem. As atualizações garantem que o software funcione de forma estável e otimizada nos ambientes tecnológicos mais recentes.

Outro ponto importante é a melhoria contínua da experiência do usuário. A partir do feedback de arquitetos, engenheiros e projetistas, as empresas desenvolvedoras ajustam interfaces, simplificam fluxos de trabalho e automatizam tarefas repetitivas. Isso contribui para maior produtividade e reduz a curva de aprendizado, tornando as ferramentas mais acessíveis e eficientes.

Fonte: Amcham

Adequação às normas técnicas e exigências legais

Os setores de arquitetura e engenharia são fortemente regulamentados por normas técnicas, códigos de construção e legislações específicas que variam de acordo com o país e até mesmo com o município. Como essas regulamentações passam por revisões periódicas — especialmente em áreas como segurança estrutural, eficiência energética e acessibilidade — os softwares precisam ser atualizados para incorporar novos parâmetros e critérios de projeto.

Além disso, a crescente exigência por sustentabilidade e certificações ambientais, como LEED e outras normas internacionais, demanda ferramentas capazes de realizar análises energéticas, simulações de desempenho e controle de materiais com maior precisão. As atualizações anuais permitem que os programas ofereçam recursos alinhados às demandas contemporâneas por construções mais seguras, econômicas e ambientalmente responsáveis.

Integração e colaboração em ambientes multidisciplinares

A modelagem em arquitetura e engenharia é cada vez mais colaborativa, envolvendo equipes multidisciplinares que trabalham simultaneamente em diferentes etapas do projeto. Nesse contexto, a interoperabilidade entre diferentes softwares e plataformas é essencial. As atualizações anuais frequentemente incluem melhorias na compatibilidade com formatos de arquivo, como IFC, e na integração com ferramentas de planejamento, orçamento e gestão de obras.

Fonte: JobConvo

Além disso, com o avanço do trabalho remoto e da computação em nuvem, tornou-se indispensável que os softwares ofereçam soluções de colaboração em tempo real, controle de versões e armazenamento seguro de dados. As atualizações garantem que essas funcionalidades acompanhem as necessidades do mercado, promovendo maior transparência, coordenação e redução de erros ao longo do ciclo de vida do projeto.

Conclusão

As atualizações anuais dos softwares de modelagem em arquitetura e engenharia são resultado da necessidade de acompanhar avanços tecnológicos, atender às constantes mudanças normativas e facilitar a colaboração em projetos cada vez mais complexos. Mais do que uma estratégia comercial, essas atualizações representam um compromisso com a inovação, a qualidade e a eficiência no desenvolvimento de projetos. Assim, manter-se atualizado não é apenas uma escolha, mas uma exigência para profissionais que desejam atuar de forma competitiva e alinhada às demandas contemporâneas do setor.

Geobim: Integração entre Geotecnologias e Modelagem da Informação da Construção

Geobim: Integração entre Geotecnologias e Modelagem da Informação da Construção

O avanço das tecnologias digitais aplicadas ao planejamento, projeto e gestão do ambiente construído tem impulsionado novas abordagens integradas. Nesse contexto, o Geobim surge como um conceito inovador que combina o BIM (Building Information Modeling) com os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), permitindo uma visão mais ampla e precisa dos empreendimentos. Essa integração possibilita analisar edificações e infraestruturas não apenas em nível de projeto, mas também considerando seu contexto territorial, ambiental e urbano.

Geobim: A Convergência Estratégica entre Geotecnologias e BIM

O cenário do planejamento, projeto e gestão do ambiente construído é marcado por um avanço contínuo das tecnologias digitais, que impulsionam a adoção de novas abordagens integradas. Nesse contexto, o Geobim emerge como um conceito inovador, unindo o BIM (Building Information Modeling) aos Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Essa fusão proporciona uma compreensão mais abrangente e precisa dos empreendimentos, permitindo que edificações e infraestruturas sejam analisadas não só a partir do projeto, mas também em íntima relação com seu contexto territorial, ambiental e urbano circundante.

Fonte: ArcGIS

Conceito e fundamentos do Geobim

O Geobim pode ser compreendido como a integração entre modelos BIM, que operam em escala detalhada de edificações, e dados geoespaciais provenientes de SIG, que atuam em escalas maiores, como cidades e regiões. Enquanto o BIM se concentra nas características físicas e funcionais das construções, o SIG oferece informações sobre localização, relevo, clima, uso do solo e infraestrutura existente. A união dessas duas abordagens amplia significativamente a capacidade de análise e tomada de decisão.

Um dos principais fundamentos do Geobim é a interoperabilidade entre plataformas e formatos de dados. Para que a integração seja eficaz, é necessário que informações provenientes de diferentes sistemas possam ser compartilhadas, interpretadas e atualizadas de forma consistente. Padrões abertos e modelos de dados compatíveis desempenham papel essencial nesse processo, reduzindo perdas de informação e retrabalho.

Além disso, o Geobim contribui para uma abordagem mais colaborativa entre profissionais de diversas áreas, como engenharia, arquitetura, urbanismo e gestão pública. Ao trabalhar com uma base de dados integrada, as equipes conseguem visualizar impactos, simular cenários e identificar riscos de forma antecipada, promovendo maior eficiência ao longo do ciclo de vida do empreendimento.

Fonte: Autodesk

Aplicações do Geobim no planejamento e na gestão

No planejamento urbano, o Geobim permite avaliar a inserção de novos projetos no território, considerando fatores como acessibilidade, infraestrutura existente e restrições ambientais. Essa análise integrada favorece decisões mais sustentáveis, reduzindo conflitos com o entorno e melhorando a qualidade do espaço urbano.

Na gestão de ativos e infraestruturas, o Geobim facilita o monitoramento e a manutenção ao longo do tempo. A associação de informações detalhadas do BIM com dados espaciais possibilita localizar ativos com precisão, planejar intervenções e otimizar recursos, especialmente em grandes redes de transporte, saneamento e energia.

Fonte: Autodesk

Desafios e perspectivas futuras do Geobim

Apesar de seus benefícios, a implementação do Geobim ainda enfrenta desafios técnicos e organizacionais. Entre eles, destacam-se a complexidade na integração de dados, a necessidade de capacitação profissional e os custos iniciais de adoção das tecnologias. A falta de padronização entre sistemas também pode dificultar a interoperabilidade plena.

Por outro lado, as perspectivas futuras são promissoras. Com o avanço de padrões abertos, computação em nuvem e tecnologias como inteligência artificial e gêmeos digitais, o Geobim tende a se consolidar como uma ferramenta estratégica. Sua adoção crescente pode transformar a forma como cidades e infraestruturas são planejadas, construídas e geridas, promovendo maior eficiência, sustentabilidade e inovação.

Fonte: Build Lad

Conclusão

O Geobim representa um importante avanço na integração entre o ambiente construído e o território, unindo o detalhamento do BIM à abrangência dos sistemas geoespaciais. Ao possibilitar análises mais completas e colaborativas, essa abordagem contribui para decisões mais informadas ao longo de todo o ciclo de vida dos empreendimentos. Apesar dos desafios existentes, o Geobim apresenta grande potencial para transformar práticas de planejamento, projeto e gestão, especialmente em um cenário cada vez mais orientado por dados e sustentabilidade.

Modelagem BIM para fundações e geotecnia

Modelagem BIM para fundações e geotecnia

A aplicação do BIM (Building Information Modeling) tem se expandido progressivamente para diversas áreas da engenharia, incluindo as etapas iniciais e fundamentais de um projeto: fundações e geotecnia. Essas disciplinas, tradicionalmente tratadas com ferramentas específicas e muitas vezes isoladas dos demais modelos, agora podem ser integradas ao ambiente BIM, promovendo maior precisão, coordenação e eficiência. Essa integração traz benefícios significativos, especialmente na mitigação de riscos e na tomada de decisões mais seguras e fundamentadas desde o início do empreendimento.

Fonte: smcprojetos

Integração da geotecnia e fundações ao ambiente BIM

A modelagem BIM para fundações e geotecnia representa um avanço na forma como os dados do subsolo e dos elementos estruturais de base são tratados nos projetos de engenharia. Antes limitadas a relatórios textuais e desenhos 2D, essas informações agora podem ser representadas tridimensionalmente, com dados associados a cada componente, como tipos de solo, camadas geotécnicas, estacas, blocos, sapatas e contenções. Isso permite que o modelo digital da construção inclua não apenas o que está acima do solo, mas também toda a infraestrutura abaixo dele.

A integração dos dados geotécnicos no BIM envolve a importação de sondagens, perfis do terreno e análises do solo diretamente para o modelo 3D. Com isso, engenheiros podem visualizar e simular o comportamento do solo, identificar interferências com outras disciplinas (como instalações subterrâneas) e propor soluções mais seguras e econômicas. A interoperabilidade entre softwares especializados em geotecnia (como Plaxis ou GeoStudio) e plataformas BIM (como Revit e Civil 3D) é um passo essencial para essa aplicação.

Além disso, a modelagem das fundações em BIM facilita a comunicação entre as equipes de projeto e obra. Com modelos ricos em dados, é possível gerar automaticamente quantitativos, planejar execuções com maior precisão e reduzir imprevistos durante a construção. Isso também contribui para o controle de custos e prazos, dois fatores críticos em qualquer empreendimento.

Fonte: Autodesk

Benefícios e desafios da modelagem BIM para fundações

Entre os principais benefícios da modelagem BIM para fundações e geotecnia está a melhoria na tomada de decisões, baseada em dados visuais e quantitativos mais precisos. A visualização 3D do subsolo e dos elementos estruturais possibilita um planejamento mais detalhado, reduzindo erros de projeto e retrabalhos em campo. Além disso, permite avaliar alternativas de soluções de fundações com mais agilidade, promovendo maior eficiência técnica e econômica.

Contudo, ainda existem desafios a serem enfrentados para a plena adoção dessa abordagem. A complexidade dos dados geotécnicos, a necessidade de compatibilização entre diferentes softwares e a falta de padronização no setor são barreiras frequentes. Superar esses obstáculos requer investimentos em tecnologia, capacitação profissional e processos colaborativos bem definidos.

Fonte: Autodesk

Aplicações práticas e perspectivas futuras

Na prática, a modelagem BIM para fundações tem sido aplicada com sucesso em obras de infraestrutura, edificações de grande porte e projetos urbanos complexos. A possibilidade de simular escavações, escoramentos, recalques e interferências geotécnicas antes da execução tem evitado problemas técnicos e jurídicos, além de otimizar a execução no canteiro de obras.

Para o futuro, espera-se que o uso de BIM na geotecnia e fundações se torne cada vez mais comum, com avanços nas ferramentas de integração, automatização de análises e uso de inteligência artificial para prever comportamentos do solo. A tendência é que essas disciplinas passem a ocupar um papel estratégico nos modelos BIM, agregando valor desde os primeiros estudos até a operação e manutenção da obra.

Fonte: GeoStru

Conclusão

A modelagem BIM para fundações e geotecnia representa uma evolução significativa na forma como se projetam e gerenciam as obras desde suas bases. Ao integrar dados do subsolo e elementos estruturais ao modelo digital, essa abordagem promove maior precisão, segurança e eficiência em todas as etapas do projeto. Embora ainda enfrente desafios, seu potencial de transformação é evidente, tornando-se uma ferramenta cada vez mais indispensável para a engenharia do futuro.

REVIT OU EBERICK? QUAL O MELHOR?

REVIT OU EBERICK? QUAL O MELHOR?

A tecnologia na construção civil vem se transformando constantemente, criando novas possibilidades, agilizando processos e atendendo a necessidades cada vez mais específicas. Para a disciplina de projeto estrutural, por exemplo, existem diversas ferramentas para projeto e modelagem, mas qual a melhor opção, como saber no que investir tempo de aprendizagem e obter o resultado desejado? Tanto o Eberick quanto o Revit são softwares amplamente utilizados na área da construção civil para modelagem e análise estrutural, mas cada um tem suas próprias características e recursos.

O Eberick é um programa brasileiro desenvolvido especificamente para a análise e dimensionamento de estruturas de concreto armado e alvenaria estrutural. Ele oferece recursos avançados para modelagem de elementos estruturais, análise estática e dinâmica, dimensionamento e verificação de normas técnicas.

Fonte: INBEC

Já o Revit é um software de modelagem BIM (Building Information Modeling) que permite a criação de modelos 3D integrados para arquitetura, estrutura e instalações. Também oferece ferramentas para análise de estruturas, mas é mais focado na colaboração entre diferentes profissionais envolvidos em um projeto, como arquitetos, engenheiros e construtores. Para entender mais sobre o assunto sugerimos a leitura dos artigos: O QUE É BIM?; O QUE É O REVIT?

Fonte: SPBIM

Portanto, se a sua principal necessidade é análise e dimensionamento de estruturas de concreto e alvenaria, o Eberick pode ser a melhor opção. Mas se você precisa de uma solução mais abrangente para modelagem e colaboração em projetos de construção, o Revit pode ser mais indicado. No entanto, é importante lembrar que a escolha do software depende das necessidades específicas de cada projeto e da preferência do usuário. Por isso, é recomendável avaliar cuidadosamente as características e recursos de cada software antes de tomar uma decisão.

Algumas diferenças notáveis entre os dois softwares são:

⦁ Funcionalidades: O Eberick é especializado em cálculo estrutural, portanto possui funcionalidades específicas para essa área, como cálculo de cargas, dimensionamento de vigas, pilares, lajes, fundações, entre outros. Já o Revit possui ferramentas para desenho, modelagem 3D, documentação e colaboração em equipe.
⦁ Nível de detalhamento: Enquanto o Eberick é focado em detalhes de construção, como dimensões e especificações de materiais, o Revit permite o desenvolvimento de modelos altamente detalhados, com informações sobre componentes, sistemas, materiais, e outros aspectos relacionados ao projeto.
⦁ Integração: O Revit possui uma maior integração com outros softwares BIM e CAD, permitindo uma maior colaboração entre diferentes áreas e disciplinas. Já o Eberick é mais focado na execução de cálculos estruturais e normalmente é utilizado em conjunto com outros softwares de projeto.                                                                                                                                               ⦁ Curva de aprendizado: O Eberick é um software mais especializado e complexo, requerendo um conhecimento técnico avançado para seu uso eficiente. Já o Revit é mais intuitivo e possui uma interface de usuário mais amigável, o que o torna mais acessível para usuários iniciantes.

Fonte: SPBIM

Conclusão

Em resumo, ambos são importantes para profissionais de engenharia e arquitetura, mas possuem propósitos diferentes. O Eberick é voltado para cálculo estrutural e dimensionamento, enquanto o Revit é mais abrangente, permitindo a criação de modelos BIM detalhados e colaborativos.

Modelagem Paramétrica no BIM

Modelagem Paramétrica no BIM

 

Modelagem Paramétrica no BIM: O cenário tecnológico na construção é atualmente repleto de alternativas, e dentro da metodologia BIM  e suas ferramentas, muitos processos se tornaram mais eficientes, ampliaram-se as possibilidades. Isso se deve ao próprio caráter do BIM (Building Information Modeling), o uso da informação.

A informação presente em cada elemento modelado, tornando-se parte de sua característica, o torna inteligente em sua relação com outros elementos, bem como o projeto como um todo. E essa tecnologia é chamada modelagem paramétrica.

Fonte: The Constructor

 

O QUE É MODELAGEM PARAMÉTRICA?

Trata-se da modelagem que permite a atribuição de informação aos objetos, que podem ser compreendidas por ele em suas próprias características, bem como por outros elementos com os quais esse se relaciona de alguma maneira. Tornando possíveis edições apenas nestas informações que automaticamente impactarão no objeto e tudo que está a ele ligado de alguma maneira. Esse método é utilizado, por exemplo, em projetos de análises estruturais, para lidar com formas geométricas curvas e possibilitar sua fabricação.

O parâmetro nada mais é que uma regra elaborada pelo usuário, que impacta todos os associados a essa regra, seja um elemento e/ou o projeto como um todo.

Modelagem paramétrica
Fonte: SPBIM

 

QUAIS AS POSSIBILIDADES COM A MODELAGEM PARAMÉTRICA? (EXEMPLOS DE PROJETOS)

A paramétrica pode alterar características métricas como altura, largura, espessura, sendo compreendida pelo objeto e/ou por todos os seus relacionáveis, dependendo do direcionamento do modelador.

Por exemplo, é possível modelar uma parede ou piso e atrelá-los ao nível, se ocorrer uma mudança na altura desse a parede se adapta automaticamente.

O parâmetro também existe na definição de um material, ou seja, se aplicado a vários elementos o material quando alterado se atualiza em todos eles. São inúmeras as capacidades de um modelo paramétrico, e pode ser aplicado a todas as disciplinas construtivas, inclusive na relação entre elas.

O Modelo Federado, como outra demonstração, que é parte da metodologia BIM, aplica a paramétrica já que é formado por vínculos, de arquivos menores e/ou complementares, que quando alterados são atualizados automaticamente para todo o modelo, evitando trabalhos operacionais repetitivos.

Fonte: Archigraphic

 

Alguns projetos expressivos que utilizaram essa tecnologia, administrados por especialistas, demonstram o alcance dessas ferramentas:

 

BEIJING NATIONAL STADIUM

No emblemático Ninho de Pássaro, estádio utilizado nas olimpíadas na China, com capacidade para 100 mil pessoas, a modelagem paramétrica foi utilizada para criar uma forma eficiente para o uso nas modalidades de atletismo, e posteriormente para partidas de futebol. Através dessa tecnologia foi definido o formato que a edificação teria para atender essas demandas, mostrando quão grande é o impacto dessa metodologia até para a parte criativa dos projetos.

Modelagem paramétrica
Fonte: Gallardo Architects

 

SHANGHAI TOWER

Esse projeto de grande eminência, também é um forte exemplo dos horizontes construtivos possíveis com a paramétrica avançada. A forma deste edifício foi determinada a partir da relação da torre com a rota dos ventos, isso através da ferramenta de modelagem do Grasshopper que se utiliza de algoritmos. Com isso a carga do vento foi reduzida em 24%, algo importante devido às intempéries drásticas na região, possibilitando uma economia de cerca de $58 milhões de dólares.

Modelagem paramétrica
Fonte: Designing Buildings

 

QUAIS AS VANTAGENS?

As principais vantagens da modelagem paramétrica, são a rapidez, economia e precisão na construção e seus processos. As intercorrências com alterações de projetos, redefinições de projetos complementares, orçamentos, se tornam facilmente alteráveis com uma correta modelagem realizada desde o momento inicial. Por isso há uma migração massiva de grandes construtoras ao redor do mundo para se adaptarem a essa nova maneira de construir.

Essa mobilização amplia as possibilidades para arquitetos, engenheiros, designers tanto no âmbito criativo quanto no operacional, se mostram outras maneiras de realizar os processos e até mesmo de criar.

 

CONCLUSÃO

Cabe aos profissionais da construção no Brasil um compromisso mútuo com esse avanço, para que os avanços ocorram de maneira saudável, proporcionando edificações mais seguras, mais baratas, sustentáveis e cada vez mais duradouras. O mercado está se atualizando e é necessário que seus profissionais estejam preparados para os novos desafios apresentados.

O que é modelagem?

O que é modelagem?

 

O termo que tem sido abordado no universo do BIM de forma intensa e constante buscando exemplificar a ação do Profissional de BIM em seus vários cenários é comumente dito que a modelagem é o termo no BIM que carrega em seu significado o termo modelar. Neste artigo iremos detalhar sobre o que é modelagem!

 

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Com a utilização de softwares para gerar geometrias tridimensionais como superfícies (ex. Trimble SketchUp) ou sólidos como em softwres CAD em sua maioria não paramétricos no caso configurando apenas uma modelagem tridimensional ou seja 3D,  a inserção da parametrização nos componentes modelados 3D e agora portanto parametrizados e contendo dados “informações” das fundamentais do processo e alimentando desta maneira o ciclo BIM chegando no processo de 3D (O que é bim 3D?), 4D(O que é BIM 4D?), 5D(O que é BIM 5D?), 6D e o 7D.

 

MODELAGEM É BIM?

Como mencionado anteriormente a modelagem 3D não possui parâmetros e dados vinculados, sendo caracterizado pela sua capacidade tridimensional, onde seu uso frequente é para jogos, simulação de ambientes, croqui e imagens foto realistas “renders”.

Desta maneira, não contém informações, não podendo alimentar o ciclo bim os processos originários das informações contidas. Por isso muitas empresas de engenharia e arquitetura sofrem no processo de implantação bim, devido a necessidade de um modelo evoluir do ciclo criativo ao bim.

Portanto uma modelagem pode ser somente caracterizada como BIM quando a mesma é realizada através de um software BIM, como: Revit ou Archicad, e desta maneira sendo capaz de carregar informações e alimentar todo o processo e ciclo de vida. Estas informações são pertinentes a especificação da construção virtual realizada ou da modelagem. Pode ser explicada através da seguinte maneira, ao modelar (construir) uma cadeira do meio digital ao parametrizar (estabelecer regras e formular o seu formato) e carregar informações (especificar materiais, quantidade, etc) assim este componente terá capacidade de estar integrado ao fluxo BIM e alimentar o ciclo.

 

 

CONCLUSÃO:

Nos dá SpBIM compreendemos o quão fundamental é para o profissional da construção civil ter conhecimentos de softwares de modelagem, desde softwares apenas para animação e criação a softwares BIM, para que possamos estar atualizado no mercado atual e ter assertividade sobre os elementos modelados com informação e dados necessários para quantificação e orçamentação. Na SpBIM recomendamos se obter o domínio de ferramentas  BIM e acreditamos que profissionais com conhecimento em ferramentas de modelagem e compreensão nesse universo fará a diferença ao aprender e desenvolver na metodologia BIM.