Comparação entre Solibri x Navisworks para checagem de modelos
A checagem de modelos BIM é uma etapa essencial para garantir qualidade, compatibilidade e conformidade técnica em projetos de Arquitetura, Engenharia e Construção. Entre as ferramentas mais utilizadas para essa finalidade, destacam-se o Solibri e o Navisworks, cada um com características, métodos de análise e aplicações específicas. A seguir, apresenta-se uma comparação estruturada entre essas duas plataformas, evidenciando seus diferenciais e contribuições para o processo de coordenação de projetos.
Fonte: Top BIM Company
Capacidade de Detecção de Inconsistências e Regras de Verificação
O Solibri é reconhecido pela robustez de seu motor de regras, permitindo a criação e personalização de verificações complexas. Sua biblioteca de regras pré-configuradas cobre desde normas de modelagem até requisitos regulatórios, proporcionando análises detalhadas de qualidade do modelo. Essa abordagem garante maior automação na identificação de falhas, inconsistências geométricas e não conformidades de parâmetros.
Além disso, o Solibri oferece uma interface intuitiva para compreensão dos resultados das checagens. Os relatórios são claros, visualmente organizados e direcionados à tomada de decisão, facilitando a comunicação entre projetistas e equipes de coordenação. A precisão e a profundidade das análises tornam a ferramenta especialmente adequada para auditorias técnicas e controle de qualidade em nível avançado.
Fonte: Solibre
Já o Navisworks, embora capaz de realizar detecção de interferências (clash detection) com eficiência, não possui um sistema tão sofisticado de regras paramétricas quanto o Solibri. Sua força está na verificação geométrica e na simulação integrada entre disciplinas, porém, para análises normativas e verificações semânticas, exige configurações adicionais e, em muitos casos, workflows complementares.
Fonte: SPBIM
Integração com Fluxos de Trabalho e Colaboração
O Navisworks se destaca pela excelente integração com o ecossistema Autodesk, permitindo sincronização facilitada com Revit, Civil 3D e outras ferramentas amplamente utilizadas no mercado. Essa conectividade favorece fluxos colaborativos, especialmente em projetos que utilizam ambientes comuns de dados baseados em soluções Autodesk. Sua compatibilidade com arquivos NWD e NWC também agiliza o processo de coordenação entre múltiplos projetistas.
Por sua vez, o Solibri foca mais na interoperabilidade por meio do formato IFC, sendo amplamente adotado em fluxos de trabalho openBIM. Essa característica o torna particularmente interessante para equipes multidisciplinares que utilizam softwares variados e desejam manter um ambiente de colaboração neutro e padronizado. A capacidade de leitura e interpretação avançada de IFC reforça a confiabilidade das informações durante a checagem.
Fonte: Estratégia para ação
Experiência do Usuário e Relatórios de Coordenação
O Solibri oferece uma interface orientada à análise, com ferramentas de filtragem, visualização e agrupamento que tornam o processo de revisão mais organizado. Seus relatórios, altamente configuráveis, permitem exportar informações de forma clara, seja para reuniões de compatibilização ou auditorias internas. Essa estrutura ajuda a transformar os resultados das checagens em ações práticas e bem documentadas.
Fonte: Solibre
O Navisworks, por outro lado, destaca-se pela flexibilidade de navegação no modelo e pela facilidade em revisar interferências identificadas. Sua interface favorece visualizações dinâmicas, animações e simulações 4D, sendo especialmente útil para a comunicação de decisões durante coordenação multidisciplinar. Os relatórios são efetivos, embora menos orientados às normas e regras de modelagem que os do Solibri.
Fonte: Autodesk
Conclusão
Tanto o Solibri quanto o Navisworks oferecem soluções eficientes para a checagem de modelos BIM, porém suas vocações diferem conforme as necessidades do projeto. O Solibri é ideal para quem busca profundidade analítica, verificação normativa e rigor na qualidade do modelo, principalmente em fluxos OpenBIM. Já o Navisworks se destaca pela integração com o ecossistema Autodesk, pela coordenação geométrica e pela comunicação visual. A escolha entre eles depende do tipo de entrega desejada, do ambiente de colaboração e dos requisitos de verificação estabelecidos pela equipe ou contratante.
O SimpleBIM é uma ferramenta inovadora voltada para a manipulação, verificação e aperfeiçoamento de modelos BIM (Modelagem da Informação da Construção), com o objetivo de torná-los mais úteis, limpos e focados para usos específicos. Diferente das plataformas BIM tradicionais, que priorizam a modelagem e visualização, o SimpleBIM se destaca por sua capacidade de edição de dados e interoperabilidade, sendo especialmente valioso para profissionais que trabalham com coordenação de projetos, orçamentação, planejamento e fiscalização. Sua proposta é facilitar a padronização e extração de informações precisas a partir de arquivos IFC (Industry Foundation Classes), promovendo maior eficiência e controle nas fases do ciclo de vida da construção.
Fonte: Vittas
Funcionalidades e Benefícios do SimpleBIM
Uma das principais funcionalidades do SimpleBIM é a capacidade de editar e enriquecer modelos IFC sem a necessidade de retornar ao software de origem. Isso significa que erros, inconsistências ou lacunas nas informações podem ser corrigidos diretamente na interface do SimpleBIM, tornando o fluxo de trabalho mais ágil. Além disso, o software permite a criação de “model views” personalizados, que filtram e organizam os dados de acordo com as necessidades de cada disciplina ou etapa do projeto.
Outro grande benefício é a verificação de qualidade dos modelos. O SimpleBIM oferece ferramentas para análise da integridade dos dados contidos nos arquivos IFC, como checagem de parâmetros obrigatórios, identificação de elementos faltantes ou duplicados, e controle de versões. Essa capacidade de validação é essencial para garantir a confiabilidade das informações compartilhadas entre diferentes profissionais e sistemas durante o ciclo de vida do empreendimento.
Adicionalmente, o SimpleBIM promove a interoperabilidade entre diferentes plataformas BIM. Ele atua como uma ponte entre softwares como Revit, ArchiCAD, Tekla e outros que utilizam o formato IFC. Isso contribui significativamente para a colaboração entre equipes multidisciplinares, minimizando conflitos e falhas de comunicação, e permitindo que cada parte interessada trabalhe com um modelo personalizado às suas necessidades sem comprometer o modelo original.
Fontes: simplebim
Aplicações no Ciclo de Vida da Construção
O SimpleBIM é amplamente utilizado em diversas fases do ciclo de vida da construção, desde o planejamento até a operação. Durante o planejamento e projeto, por exemplo, ele permite que as equipes filtrem informações específicas dos modelos, como áreas, volumes, classificações e códigos, que são cruciais para análises de viabilidade, estimativas de custo e cronogramas.
Fonte: crasainfra
Na fase de operação e manutenção, o SimpleBIM pode ser usado para extrair e organizar dados relevantes para a gestão do edifício, como especificações de equipamentos, datas de manutenção, e informações técnicas. Isso contribui para a construção de um modelo “as built” bem estruturado, que servirá como uma base confiável ao longo da vida útil da edificação.
Interface e Usabilidade
A interface do SimpleBIM é considerada intuitiva e amigável, mesmo para usuários que não têm amplo conhecimento em modelagem 3D. Com uma abordagem mais voltada à manipulação de dados do que à modelagem visual, o software foca em simplificar a leitura e edição das informações por meio de tabelas, filtros e painéis personalizáveis.
Essa simplicidade torna o SimpleBIM uma excelente opção para profissionais como engenheiros civis, orçamentistas e gestores de obra que necessitam acessar e analisar informações de modelos BIM sem a complexidade de plataformas de modelagem completas. Ele funciona como uma ferramenta intermediária que valoriza o dado acima da forma.
Fonte: Simplebim
Conclusão
O SimpleBIM se destaca como uma solução prática e eficiente para a gestão e padronização de dados BIM, promovendo maior controle, qualidade e colaboração entre os envolvidos nos projetos. Sua capacidade de trabalhar com arquivos IFC de forma direta e objetiva o torna uma ferramenta indispensável em fluxos de trabalho que priorizam a interoperabilidade e a assertividade das informações. Com a crescente adoção do BIM em diversos setores da construção civil, soluções como o SimpleBIM tendem a ocupar um papel central na transformação digital da indústria.
Requisitos de Informação na Construção Civil: Aplicabilidade Prática no Contexto BIM
Introdução
Imagine estar no comando de um projeto milionário de infraestrutura, com prazos apertados, múltiplas disciplinas envolvidas e dezenas de decisões a serem tomadas diariamente. Agora, imagine tentar tomar essas decisões com base em dados incompletos, desencontrados ou desatualizados. Para muitos gestores de projetos na construção civil, essa é uma realidade constante: a ineficiência na troca de informações entre equipes é uma das principais causas de retrabalho, atrasos e custos não previstos.
Nesse contexto, o Building Information Modeling (BIM) surge como solução não apenas de modelagem tridimensional, mas como uma plataforma de integração e gestão de informação. No entanto, para que essa promessa se concretize, é imprescindível que as informações trocadas ao longo do ciclo de vida do projeto estejam estruturadas, organizadas e direcionadas aos objetivos reais do empreendimento.
É nesse ponto que entram os conceitos de PIR (Project Information Requirements), AIR (Asset Information Requirements) e LOIN (Level of Information Need). Este artigo apresenta de forma aplicada e fundamentada como esses conceitos se encaixam no fluxo BIM, ilustrando com exemplos práticos como sua implementação pode transformar a maneira como a informação é produzida, compartilhada e utilizada em projetos de construção. Para gestores de projetos, essa abordagem representa não apenas uma solução técnica, mas um caminho claro rumo à previsibilidade, à eficiência e ao controle pleno dos resultados esperados.
Fonte: CREA-SP
Conceito de Requisitos de Informação do Projeto (PIR)
Os Requisitos de Informação do Projeto (PIR) são definidos como as necessidades de informação durante a fase de projeto e construção de um empreendimento. De acordo com a ISO 19650-1 (2020), o PIR deve ser estruturado de modo a alinhar as expectativas do cliente com os entregáveis dos profissionais envolvidos no projeto. O PIR visa garantir que os modelos BIM contenham as informações certas, no momento certo, para apoiar a tomada de decisão.
Segundo EASTMAN et al. (2011), um dos maiores desafios do BIM é a definição clara de requisitos de informação para cada etapa do projeto. O PIR ajuda a mitigar este desafio por meio da formalização dessas necessidades.
Exemplo Prático:
Em um projeto de hospital, o cliente pode exigir que todas as portas automáticas sejam modeladas com informações detalhadas sobre acessibilidade, integração com sistemas de segurança e manutenção preventiva. O PIR, neste caso, definirá esses requisitos para que sejam considerados no modelo BIM desde o início da fase de projeto, usando ferramentas como Autodesk Revit e Archicad.
Requisitos de Informação do Ativo (AIR)
Os Requisitos de Informação do Ativo (AIR) têm como foco a fase de operação e manutenção do empreendimento. Conforme a ISO 19650-1, os AIR devem ser definidos pelo operador ou proprietário do ativo e devem guiar a coleta e a entrega de informações relevantes para a gestão eficiente do ativo após a conclusão da obra.
A norma britânica PAS 1192-3 (2014), predecessora da ISO 19650, enfatiza que os AIR devem permitir a continuidade da informação do projeto para o ciclo de vida do ativo, incluindo manutenção, substituição e operação.
Exemplo Prático:
No mesmo hospital, o AIR pode definir que todos os equipamentos mecânicos (HVAC, geradores, bombas) devem conter informações como datas de fabricação, vida útil, fornecedor, contratos de garantia e dados de manutenção. Essa informação pode ser organizada e integrada a softwares de gestão de ativos como Archibus ou Maximo, por meio do modelo BIM.
Requisitos de Informação de Troca (EIR)
O EIR (Exchange Information Requirements) é um documento que consolida os requisitos de informação tanto do projeto (PIR) quanto do ativo (AIR), sendo um instrumento essencial de comunicação entre o contratante e os fornecedores. Conforme a ISO 19650-1, o EIR deve ser preparado na fase inicial do projeto para guiar as entregas de informação ao longo de todo o ciclo de vida do ativo.
Fonte: SPBIM
O EIR atua como espinha dorsal para os processos BIM, definindo o que deve ser entregue, em qual formato, com que frequência e por quem.
Exemplo Prático:
Em um projeto de escola pública, o EIR pode exigir que os modelos BIM entregues em cada etapa estejam em formato IFC, contenham os parâmetros especificados para elementos críticos como sistemas de prevenção contra incêndios, e sejam revisados em reuniões quinzenais por todas as disciplinas. O EIR funciona como referência para que o Plano de Execução BIM (BEP) seja desenvolvido de forma alinhada com os objetivos do cliente.
Nível de Informação Necessário (LOIN)
O LOIN (Level of Information Need) é um conceito introduzido pela ISO 19650-2 (2018), substituindo a abordagem anterior centrada no LOD (Level of Development). O LOIN define o nível de informação exigido para cada elemento de informação, dividindo-o em três dimensões:
Geométrica: representação visual no modelo;
Alfanumérica: dados e propriedades do objeto;
Documental: arquivos e referências relacionadas ao objeto (manual, especificação, certificado, etc).
A União Europeia publicou o “Handbook for the introduction of Building Information Modelling by the European Public Sector” (EU BIM Task Group, 2017), destacando que o LOIN promove o uso racional de informações, evitando tanto a sobrecarga quanto a carência de dados.
Fonte: Catenda
Exemplo Prático:
Durante a fase de projeto de um edifício corporativo, uma luminária pode ter um LOIN baixo (representação geométrica genérica e poucos dados). Já na fase de detalhamento, a mesma luminária precisa atender a um LOIN mais alto, com geometria precisa, código de produto, potência, consumo, fabricante e manual de instalação.
Implementação dos Requisitos em uma Empresa da Construção Civil
Para aplicar PIR, AIR e LOIN de maneira eficiente, uma empresa pode seguir algumas etapas. Abaixo um checklist geral:
Definição de Objetivos de Informação
Com base nas necessidades do cliente, estruturar um Plano de Execução BIM (BEP).
Mapear entregáveis por etapa do ciclo de vida.
Desenvolvimento de Templates e Bibliotecas BIM
Criar famílias com atributos já definidos conforme AIR e PIR.
Estabelecer padronização de LOIN para cada fase (estudo preliminar, anteprojeto, executivo).
Integração entre plataformas
Uso de ferramentas como Solibri, BIMcollab ou Navisworks para verificação de requisitos.
Integração com CDE (Common Data Environment) como BIM 360, Trimble Connect ou Autodesk Construction Cloud (ACC) para centralizar e rastrear informações.
Treinamento e Governança da Informação
Capacitação da equipe nos conceitos da ISO 19650.
Nomeação de um coordenador de informações.
Desafios
Mudança de cultura organizacional: Equipes acostumadas a processos tradicionais tendem a resistir à adoção de novas metodologias baseadas em informação digital. Para mitigar esse desafio, é fundamental realizar treinamentos práticos, implementar pilotos e destacar resultados positivos.
Resistência à padronização: Projetistas e fornecedores muitas vezes preferem suas próprias formas de trabalho e modelagem, o que gera incoerência de dados. A ção recomendada é estabelecer diretrizes claras em um BEP (Plano de Execução BIM), validado em conjunto com as partes interessadas.
Integração entre softwares e formatos: A variedade de plataformas BIM pode causar dificuldades na troca de dados. Padronizar o uso de IFC (Industry Foundation Classes), promover revisões colaborativas com ferramentas de CDE e adotar workflows baseados em nuvem podem amenizar esse problema.
Vantagens
Redução de retrabalho: Com requisitos de informação bem definidos e integrados, evita-se a repetição de tarefas e correções de erros causados por dados mal interpretados ou ausentes. Isso se traduz em economia de tempo e recursos.
Tomada de decisão mais assertiva: A disponibilidade de informação confiável e estruturada em tempo real permite que gestores e projetistas tomem decisões fundamentadas, com menor margem de erro e maior previsibilidade dos impactos.
Manutenção preditiva eficiente: Ao atender aos AIR com dados completos sobre os ativos, a gestão de operação e manutenção pode ser feita de forma preditiva, reduzindo falhas, custos operacionais e aumentando a vida útil dos equipamentos e sistemas.
Conclusão
A aplicação dos conceitos de PIR, AIR, EIR e LOIN no processo BIM permite maior previsibilidade, segurança e organização na gestão da informação. Esses elementos são essenciais para garantir que todos os agentes envolvidos no ciclo de vida do empreendimento possam colaborar de forma eficiente. A clareza nas responsabilidades, bem como a padronização dos dados trocados, contribuem para a qualidade do produto final e para a sustentabilidade dos ativos ao longo de sua vida útil. A adoçção de um modelo colaborativo baseado em informação estruturada é, portanto, o caminho para uma construção civil mais integrada, eficiente e digitalizada.
Tudo que você precisa saber sobre modelo de vista no REVIT
O Revit é uma das ferramentas mais poderosas utilizadas na modelagem da informação da construção (BIM), permitindo a criação e gestão de projetos de forma integrada e precisa. Dentre seus inúmeros recursos, os modelos de vista se destacam como elementos fundamentais para garantir consistência visual, produtividade e organização na apresentação de desenhos técnicos. Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre modelos de vista no Revit: como funcionam, suas vantagens e como aplicá-los de forma estratégica nos seus projetos.
Fonte:BIMblaster
O que é um modelo de vista no Revit?
Um modelo de vista (ou View Template, em inglês) é um conjunto de configurações pré-definidas que controla a aparência de uma vista no Revit, como cortes, plantas, elevações ou vistas 3D. Ele permite aplicar de forma padronizada elementos como escalas, estilos de linha, visibilidade de categorias, filtros gráficos, disciplinas e muito mais. Isso garante que todas as vistas de um mesmo tipo mantenham coerência visual ao longo do projeto, reduzindo erros e retrabalho.
O uso de modelos de vista é altamente recomendado em projetos colaborativos ou em equipes grandes, pois estabelece um padrão claro de representação gráfica. Assim, independentemente de quem esteja trabalhando na vista, ela manterá o mesmo estilo e critérios definidos previamente. Além disso, facilita a alteração em massa de múltiplas vistas ao mesmo tempo, bastando atualizar o modelo de vista correspondente.
Outra vantagem é a flexibilidade que os modelos oferecem. Você pode ter diferentes templates para diferentes fases do projeto (estudo preliminar, executivo, detalhamento, etc.) ou para diferentes disciplinas (arquitetura, estrutura, instalações). Isso torna o fluxo de trabalho mais eficiente e organizado, especialmente em projetos complexos ou multidisciplinares.
Fonte: QualifiCAD
Como criar e aplicar um modelo de vista
Criar um modelo de vista no Revit é um processo simples. Basta configurar uma vista com todas as propriedades desejadas (escala, estilo visual, visibilidade de elementos, etc.) e, em seguida, salvar essas configurações como um novo modelo de vista. Isso pode ser feito pelo painel “Propriedades”, clicando em “Modelo de Vista” e escolhendo “Criar a partir da Vista Atual”. A partir daí, o template pode ser nomeado e salvo para uso em outras vistas.
Para aplicar um modelo de vista, basta selecionar uma ou várias vistas no navegador de projeto, clicar com o botão direito e escolher “Aplicar modelo de vista”. Isso ajustará instantaneamente todas as configurações gráficas conforme o template selecionado. Essa funcionalidade é particularmente útil quando se está ajustando a apresentação gráfica de diversas pranchas ao mesmo tempo.
Fonte: QualifiCAD
Boas práticas no uso de modelos de vista
Uma boa prática ao usar modelos de vista é nomeá-los de forma clara e padronizada, indicando o tipo de vista e seu propósito (por exemplo: “Planta Arquitetônica – Estudo Preliminar”, “Corte Estrutural – Executivo”, etc.). Isso evita confusão e facilita a identificação dos templates corretos durante o uso.
Outra dica importante é revisar e atualizar periodicamente os modelos de vista à medida que o projeto evolui. Às vezes, certas representações gráficas que funcionam em uma fase do projeto podem não ser adequadas para outra. Manter os templates atualizados garante que as vistas estejam sempre em conformidade com os objetivos do projeto e com as exigências do cliente ou da norma técnica.
Fonte: autodesk
Conclusão
Os modelos de vista no Revit são ferramentas essenciais para quem busca produtividade, padronização e qualidade na representação dos projetos. Dominar sua criação e aplicação não apenas otimiza o tempo de trabalho, mas também contribui para uma comunicação mais clara entre as equipes envolvidas. Incorporar essa prática ao seu fluxo de trabalho é um passo importante rumo a um uso mais profissional e eficiente do Revit.
TeamSystem CPM: Conectando Processos Convencionais e Metodologia BIM em um Único Ecossistema
A digitalização da construção civil tem transformado a forma como projetamos, gerenciamos e entregamos empreendimentos. Nesse cenário, plataformas de gerenciamento integradas surgem como ferramentas indispensáveis para consolidar fluxos de trabalho e facilitar a tomada de decisões. Uma dessas soluções é o TeamSystem Construction Project Management (CPM) — uma plataforma robusta, flexível e pensada para atender tanto processos convencionais quanto metodologias baseadas em Building Information Modeling (BIM).
O que é o TeamSystem CPM?
O TeamSystem CPM é uma plataforma de gerenciamento de custos voltada para o setor da construção civil, desenvolvida para cobrir o ciclo completo de vida de um empreendimento. Seu grande diferencial está na capacidade de centralizar em um único ambiente todas as informações relacionadas aos custos e prazos de execução de um projeto — desde a fase de propostas, até controle de custos durante execução e pós-obra.
Com as versões “desktop” e “em núvem”, o CPM possui uma interface moderna, e foi concebido para proporcionar transparência, rastreabilidade e colaboração entre os diferentes atores envolvidos durante o gerenciamento de custos do projeto, sejam eles, projetistas, gestores, fornecedores e clientes.
Atualmente, a plataforma é utilizada em mais de 20 países, com presença marcante na Europa, especialmente na Itália, Espanha, Alemanha e França, além de crescimento significativo na América Latina, com adesão crescente no Brasil, Chile e México.
A TeamSystem possui mais de 2 milhões de licenças em todo mundo, abrangendo desde escritórios de arquitetura e engenharia, até grandes construtoras, incorporadoras, órgãos públicos e gerenciadoras de projetos. Esse ecossistema diverso reforça a flexibilidade do TeamSystem CPM em se adaptar a diferentes contextos e escalas de operação.
Fonte: TeamSystem Construction
Funcionalidades Principais
O TeamSystem CPM oferece um conjunto completo de funcionalidades que atendem tanto às demandas tradicionais quanto às exigências de uma abordagem BIM. Entre os principais recursos, destacam-se:
1. Orçamentação Detalhada
A plataforma permite a criação de orçamentos a partir de composições analíticas de custo, com vinculação a bases de dados referenciais (como SINAPI,DER, SICRO, SEINFRA, e outros), bem como banco de dados próprios das empresas, além de possibilitar a customização completa de categorização dos recursos e de Estrutura Analítica do Projeto. Pode-se criar múltiplos cenários, comparar versões de custos e preços, aplicar regras de descontos ou acréscimos a grupos de custo, comparar itens de acordo com diferenciação do BDI, aplicar critérios de análise de viabilidade econômica/financeira, e realizar gráficos flexíveis para melhor leitura das informações. A inclusão das informações pode ser feita através do mecanismo de Ctrl C+Ctrl V a partir do Excel, o que viabiliza flexibilidade ao usuário para gerenciamento de dados.
2. Planejamento e Cronograma
Com ferramentas integradas de planejamento temporal (WBS, Gantt), o CPM permite estruturar atividades, vincular recursos, definir relações de atividades predecessoras e sucessoras e acompanhar o avanço físico-financeiro do empreendimento em tempo real. O planejamento pode ser gerado a partir dos vínculos de EAPs que o usuário seleciona, e pode ser configurado até o componente de cada composição. Essa funcionalidade é especialmente importante para empresas que buscam integrar o planejamento com o controle orçamentário. Além disso, é interoperável com Primavera P6, MS Project e Excel quanto à metodologia convencional, e também possibilita a criação de cenários diretamente no modelo BIM 3D, no qual se visualiza graficamente o modelo BIM 4D de planejamento e se pode exportar o vídeo do cenário criado em .mp4.
Fonte: TeamSystem Construction
3. Controle de Custos e Contratos
O controle financeiro é um dos pilares do sistema. É possível registrar medições, aditivos contratuais, atualizações de preços e acompanhar o fluxo de caixa previsto x realizado. Essa função garante que o projeto se mantenha dentro do orçamento previsto e proporciona maior previsibilidade. O CPM também há a funcionalidade de ERP ou pode ser interoperável com outras plataformas, como SAP, caso desejável pelo cliente.
4. Gestão Documental
A centralização de documentos e informações técnicas garante maior rastreabilidade e evita perdas ou versões desatualizadas de arquivos. O sistema permite definir permissões de acesso, registrar histórico de alterações e criar protocolos de aprovação.
5. Integração com Modelos BIM
Uma das grandes vantagens do TeamSystem CPM é sua capacidade de integrar modelos BIM com os dados de orçamento e planejamento. O CPM possui visualizador interno de IFC nas versões 2×3, 4 e 4×3, ou pode ser utilizado plug-in para Revit, Archicad ou Allplan. Isso permite que o orçamento e cronograma estejam diretamente vinculados aos elementos do modelo 3D, promovendo o conceito de 4D (tempo) e 5D (custo).
Ainda, há a possibilidade de integrar parâmetros no IFC de acordo com as necessidades do orçamento, compilar o IFC, salvá-lo e exportá-lo para que seja utilizado em outras plataformas posteriormente.
O usuário pode, por exemplo, clicar em um elemento do modelo e visualizar seus dados orçamentários, ou então filtrar itens de planejamento diretamente no modelo. Essa funcionalidade é um divisor de águas para empresas que desejam adotar o BIM de forma mais ampla e prática.
É possível criar regras de cálculo com base nos parâmetros do modelo, configurar as regras de cálculo conforme a necessidade do projeto (por exemplo, multiplicando a quantidade por um percentual), realizar o mapeamento paramétrico das EAPs do projeto, e salvar regras para que possam ser utilizadas em outros projetos. Além disso, pode-se realizar orçamento misto (BIM + convencional), com memorial de cálculo das regras vinculadas a cada elemento ou realizadas manualmente, e filtrar no modelo itens não vinculados ao orçamento, o que permite rastreabilidade, controle e aumento da acurácia da informação.
Fonte: TeamSystem Construction
6. Auditoria de Modelos BIM
A plataforma também possibilita a realização de auditorias técnicas nos modelos BIM importados em formato IFC. Essa funcionalidade é essencial para garantir a qualidade, consistência e conformidade dos modelos com os padrões estabelecidos pela empresa ou pelo contratante.
Por meio de filtros e regras customizáveis, o TeamSystem CPM permite:
Verificar a nomenclatura e classificação dos elementos de acordo com as normas técnicas ou guias internos.
Identificar elementos ausentes, duplicados ou mal atribuídos.
Validar a presença e preenchimento de parâmetros obrigatórios (como código, fase, disciplina, responsável, entre outros).
Detectar incompatibilidades com a estrutura de orçamento (por exemplo, elementos que não estejam vinculados a itens orçamentários).
Emitir relatórios de conformidade e rastrear revisões dos modelos ao longo do tempo.
Os relatórios de auditoria do modelo podem ser configurados com gráficos e tabelas com formatação condicional, para facilitar a leitura e acompanhamento por parte de gestores e time de projeto.
Essa capacidade de auditoria automatizada amplia o controle sobre os modelos recebidos ou desenvolvidos internamente, tornando o processo de validação muito mais confiável e ágil. Além disso, promove a padronização da modelagem e evita que erros sejam propagados para as etapas seguintes do projeto, como extração de quantitativos ou simulações de custo.
7. Dashboard e Indicadores
Com painéis personalizáveis, o sistema possibilita o acompanhamento de KPIs em tempo real, promovendo maior controle estratégico sobre os projetos. Isso permite que a gestão tenha uma visão clara sobre produtividade, riscos, desvios de custo e prazos. CPM possui integração com Power BI para análise dos dados, e também pode ser integrável com outros bancos de dados, se desejável pelo cliente.
Fonte: TeamSystem Construction
Aplicação em Processos Convencionais
Mesmo para empresas que ainda não operam com metodologia BIM, o TeamSystem CPM já representa um avanço significativo. Ele substitui planilhas dispersas, documentos não controlados e processos manuais por um ambiente unificado e estruturado de dados.
Sua aplicação em processos convencionais abrange:
Planejamento e orçamento de obras públicas e privadas
Gestão de contratos com empreiteiros
Controle físico-financeiro de múltiplos projetos simultâneos
Análise de viabilidade e planejamento estratégico
Comunicação estruturada entre stakeholders
Ou seja, mesmo sem BIM, a empresa já colhe benefícios expressivos em eficiência, controle e confiabilidade das informações.
Incorporação ao Fluxo de Trabalho da Empresa
A implementação do TeamSystem CPM em uma organização pode ser realizada de forma progressiva, respeitando o grau de maturidade digital da equipe e seus processos. Abaixo, alguns passos recomendados:
Diagnóstico e Planejamento de Implantação
Mapear os processos atuais
Identificar fluxos que podem ser automatizados
Definir os módulos a serem utilizados inicialmente
Treinamento e Capacitação
Treinar as equipes operacionais e de gestão
Promover workshops com foco nos benefícios e boas práticas
Criar estruturas-padrão que possam ser reutilizadas
Integração com Outras Ferramentas
Conectar com ERPs ou sistemas contábeis da empresa
Configurar APIs de comunicação com outras plataformas BIM, como Revit, Navisworks, Trimble Connect, entre outras
Melhoria Contínua
Coletar feedbacks
Avaliar indicadores e promover melhorias constantes nos fluxos
Benefícios para Empresas de Engenharia, Arquitetura e Construção
A adoção do TeamSystem CPM traz benefícios concretos em diversas frentes. Entre os principais, destacam-se:
Padronização dos Processos: Reduz erros e aumenta a previsibilidade dos resultados.
Transparência e Colaboração: Informações compartilhadas em tempo real com todos os envolvidos.
Tomada de Decisão Baseada em Dados: Dashboards e relatórios que orientam a gestão estratégica.
Integração com o BIM: Permite uma transição natural da modelagem para o planejamento e execução.
Redução de Custos e Retrabalho: Menor incidência de erros e melhor controle de contratos.
Escalabilidade: A plataforma se adapta tanto a pequenos escritórios quanto a grandes incorporadoras ou construtoras.
Conclusão
O TeamSystem CPM é mais do que um software de gestão de custos — é uma plataforma que permite transformar a maneira como empresas da construção civil planejam, executam e entregam seus projetos. Com uma proposta orientada à integração, colaboração e controle, ele serve tanto aos métodos tradicionais quanto ao universo BIM, sendo uma ferramenta estratégica para empresas que buscam inovação e excelência operacional.
Seja para estruturar melhores processos existentes ou para dar os primeiros passos rumo à digitalização total, o TeamSystem CPM representa uma solução sólida, escalável e preparada para os desafios atuais da indústria da construção.
Inserção de dados de manutenção preventiva nos objetos BIM
A metodologia BIM (Building Information Modeling) revolucionou o modo como os empreendimentos são projetados, construídos e gerenciados, permitindo a integração de informações em um modelo digital unificado. Um dos aspectos mais relevantes dessa tecnologia é a possibilidade de incluir dados de manutenção preventiva nos objetos do modelo, o que amplia o ciclo de vida das edificações e facilita o gerenciamento de ativos. A inserção estruturada e padronizada dessas informações garante maior eficiência operacional, reduz custos e aprimora o desempenho das edificações ao longo do tempo.
Fonte: SensorEng
A importância da manutenção preventiva no contexto BIM
A manutenção preventiva é essencial para garantir o bom funcionamento e a durabilidade dos sistemas construtivos. No ambiente BIM, essa prática ganha nova dimensão, pois os dados de manutenção podem ser associados diretamente aos elementos do modelo, como equipamentos, sistemas hidráulicos e componentes estruturais. Dessa forma, o gestor de facilities tem acesso rápido e preciso às informações necessárias para planejar e executar as intervenções de forma proativa.
Além disso, a vinculação de dados de manutenção preventiva aos objetos BIM permite a criação de cronogramas automatizados e a emissão de alertas sobre prazos de inspeção e substituição de peças. Isso reduz a dependência de controles manuais e planilhas externas, aumentando a confiabilidade do processo de manutenção. A interoperabilidade entre softwares de gestão e plataformas BIM também potencializa essa integração, possibilitando a análise de desempenho dos ativos ao longo do tempo.
Por fim, a aplicação do conceito de manutenção preventiva dentro do BIM contribui para a sustentabilidade e a economia de recursos. A antecipação de falhas evita desperdícios e amplia a vida útil dos equipamentos, enquanto a rastreabilidade das informações facilita a tomada de decisões baseadas em dados reais. Assim, o BIM se consolida não apenas como uma ferramenta de projeto, mas como um sistema de gestão do ciclo de vida da edificação.
Fonte: SPBIM
Estruturação e inserção dos dados de manutenção preventiva
A correta inserção dos dados de manutenção preventiva nos objetos BIM requer a definição prévia de parâmetros padronizados. É fundamental identificar quais informações devem ser incluídas, como manuais técnicos, prazos de inspeção, frequência de manutenção e instruções de segurança. Esses dados podem ser inseridos nas propriedades dos objetos através de parâmetros compartilhados, garantindo consistência e acessibilidade a todos os envolvidos no processo.
Além disso, é importante que a modelagem seja desenvolvida com base em um plano de manutenção alinhado às normas técnicas e às exigências do fabricante dos equipamentos. O uso de bibliotecas BIM com informações completas e atualizadas facilita a implementação dessa prática, tornando o modelo uma base confiável para futuras operações e inspeções.
Benefícios e desafios da aplicação prática
Entre os principais benefícios da inserção de dados de manutenção preventiva nos modelos BIM estão o aumento da eficiência operacional, a redução de custos de manutenção corretiva e a melhoria da comunicação entre equipes de projeto e operação. O modelo digital se torna uma ferramenta estratégica para o gerenciamento de ativos, permitindo que o gestor visualize de forma integrada o desempenho e as necessidades de manutenção de cada componente.
Fonte: Panorama Audiovisual
No entanto, a aplicação prática ainda enfrenta desafios, como a falta de padronização entre plataformas, a necessidade de capacitação dos profissionais e o alto volume de informações a serem gerenciadas. Superar essas barreiras requer investimento em tecnologia, processos bem definidos e colaboração entre projetistas, construtores e operadores.
Conclusão
A inserção de dados de manutenção preventiva nos objetos BIM representa um avanço significativo na gestão do ciclo de vida das edificações. Ao integrar informações técnicas, prazos e rotinas de manutenção diretamente no modelo digital, é possível otimizar o desempenho dos ativos, reduzir custos e garantir maior durabilidade às construções. Essa prática consolida o BIM como uma ferramenta não apenas de projeto e construção, mas também de operação e manutenção, promovendo eficiência e sustentabilidade no setor da construção civil.
O Autodesk Revit é uma das ferramentas mais poderosas e amplamente utilizadas no setor de arquitetura, engenharia e construção (AEC) para modelagem da informação da construção (BIM). No entanto, seu potencial pode ser significativamente ampliado com o uso de plugins — extensões que adicionam funcionalidades específicas, otimizam fluxos de trabalho e melhoram a produtividade. Neste artigo, vamos destacar alguns dos plugins mais essenciais para usuários do Revit, focando em suas aplicações práticas e nos benefícios que oferecem ao dia a dia dos profissionais.
Fonte: Autodesk
Dynamo: Automação e Parametrização Avançada
Dynamo é um dos plugins mais populares entre os usuários de Revit, e não é por acaso. Essa ferramenta de programação visual permite automatizar tarefas repetitivas, criar geometrias complexas e manipular dados de forma dinâmica, tudo isso sem a necessidade de conhecimento profundo em linguagens de programação tradicionais. Ao conectar nós em uma interface gráfica intuitiva, o usuário pode desenvolver rotinas que transformam completamente seu fluxo de trabalho.
Uma das maiores vantagens do Dynamo é sua capacidade de personalização. Por meio dele, é possível criar scripts que automatizam desde a nomenclatura de elementos até o posicionamento de componentes em massa, com base em parâmetros definidos. Isso reduz erros humanos, economiza tempo e aumenta a consistência do projeto. Além disso, o Dynamo permite integração com outras ferramentas, como Excel e bases de dados, tornando-se uma ponte entre o Revit e diversas fontes de informação.
Outro destaque do Dynamo é a vasta comunidade ativa de usuários, que constantemente compartilham scripts prontos, tutoriais e pacotes adicionais, como o Dynamo Packages, que oferecem ainda mais funcionalidades. Para profissionais que desejam explorar ao máximo as capacidades do Revit, dominar o Dynamo é praticamente indispensável.
Fonte: Autodesk
Enscape: Visualização em Tempo Real
A visualização de projetos é um aspecto fundamental para a comunicação com clientes e equipes, e o plugin Enscape se destaca nesse quesito. Integrado diretamente ao Revit, o Enscape permite criar renderizações em tempo real com alta qualidade gráfica, eliminando a necessidade de exportar o modelo para softwares externos. Com poucos cliques, o usuário consegue navegar em um ambiente 3D realista, ajustando iluminação, materiais e elementos do cenário em tempo real.
Além disso, o Enscape oferece a possibilidade de gerar passeios virtuais, vídeos e até experiências de realidade virtual (VR), tornando as apresentações muito mais imersivas. Isso facilita a tomada de decisões durante as fases de projeto, reduz retrabalhos e melhora a comunicação entre as partes envolvidas.
Fonte: blog.totalcad
BIM Track: Coordenação e Colaboração
Em projetos colaborativos, onde múltiplas disciplinas trabalham simultaneamente, a coordenação de modelos e a gestão de conflitos são fundamentais. O plugin BIM Track surge como uma solução eficaz para a comunicação entre equipes, permitindo o rastreamento e a resolução de problemas diretamente dentro do ambiente do Revit.
Com ele, é possível visualizar, comentar e atribuir tarefas relacionadas a interferências ou ajustes no modelo, tudo de forma centralizada e documentada. O BIM Track também permite integração com plataformas como Navisworks, garantindo um fluxo contínuo de informações entre diferentes softwares e profissionais. Isso aumenta a eficiência da equipe e melhora a qualidade final do projeto.
Fonte: SPBIM
Conclusão
O uso de plugins no Revit não é apenas uma questão de conveniência, mas uma estratégia essencial para ampliar a produtividade, reduzir erros e melhorar a qualidade dos projetos. Ferramentas como Dynamo, Enscape e BIM Track demonstram como é possível transformar desafios complexos em soluções práticas, automatizadas e colaborativas. Investir no conhecimento e uso desses recursos é um diferencial competitivo para qualquer profissional ou empresa que atua com BIM.
Auditoria de modelos BIM, checklist de conformidade
A aplicação da metodologia BIM (Building Information Modeling) está se consolidando como uma prática essencial na indústria da construção civil, promovendo maior precisão, colaboração e controle de informações ao longo do ciclo de vida do empreendimento. No entanto, para garantir a eficácia e a confiabilidade dos modelos produzidos, é fundamental realizar auditorias sistemáticas que avaliem a conformidade dos modelos com os requisitos estabelecidos em contrato, normas técnicas e diretrizes do projeto. A auditoria de modelos BIM, apoiada por checklists de conformidade, desempenha papel central nesse processo, assegurando que o modelo digital atenda aos padrões exigidos e proporcione valor real ao projeto.
Fonte: Projetou
Importância da auditoria em projetos BIM
A auditoria de modelos BIM é um processo de verificação técnica e metodológica que visa garantir que o modelo esteja de acordo com os requisitos pré-estabelecidos em termos de geometria, informação e estrutura. Esta prática é crucial para assegurar que o modelo possa ser utilizado de forma eficaz nas diversas fases do projeto, como planejamento, orçamento, compatibilização, execução e manutenção. A ausência de auditoria pode levar a erros acumulados no modelo, afetando diretamente o custo, o cronograma e a qualidade da obra.
Além disso, a auditoria promove a padronização dos modelos entregues por diferentes disciplinas e profissionais. Com o uso de checklists de conformidade, é possível verificar itens essenciais, como o correto posicionamento de elementos, nomeação de arquivos, uso adequado de famílias, e a consistência das informações associadas aos objetos BIM. Esses critérios garantem que o modelo seja legível, interoperável e preparado para uso em softwares de coordenação e análise.
Outro ponto relevante é que a auditoria contribui para o desenvolvimento da maturidade BIM nas organizações. À medida que as empresas adotam práticas sistemáticas de verificação e validação, aumenta-se a confiança na modelagem como fonte segura de informação. Isso gera um ciclo positivo de melhoria contínua, reduz a incidência de retrabalho e melhora a comunicação entre as partes envolvidas no projeto.
Fonte: Biblus
Estruturação de um checklist de conformidade
Um checklist de conformidade bem estruturado é uma ferramenta prática e objetiva para guiar a auditoria dos modelos BIM. Ele deve ser elaborado considerando os objetivos do projeto, os usos do modelo (Model Uses) e os requisitos definidos no Plano de Execução BIM (PEB). Os itens do checklist podem variar conforme o nível de desenvolvimento (LOD), a fase do projeto (estudo preliminar, anteprojeto, projeto executivo) e as disciplinas envolvidas (arquitetura, estrutura, instalações, etc.).
Entre os principais pontos verificados estão a nomenclatura e organização dos arquivos, a utilização correta dos níveis e grids, a aderência aos padrões gráficos e a presença de parâmetros obrigatórios nos elementos modelados. A checagem desses aspectos ajuda a evitar inconsistências que poderiam comprometer a integração entre modelos e a extração de quantitativos ou análises futuras.
Fonte: Biblus
Ferramentas e práticas para a auditoria BIM
A realização de auditorias em modelos BIM pode ser facilitada por ferramentas específicas que automatizam parte das verificações. Softwares como Solibri, BIMcollab Zoom, Revit (com uso de plugins), Navisworks e Dynamo permitem a análise de regras predefinidas, detecção de conflitos, verificação de parâmetros e relatórios de conformidade. A escolha da ferramenta adequada depende da complexidade do projeto, do nível de detalhamento requerido e da experiência da equipe técnica.
Além do uso de ferramentas, é fundamental estabelecer uma rotina de auditorias periódicas ao longo do desenvolvimento do projeto. Essas auditorias podem ser realizadas internamente (pela equipe de modelagem) ou por auditores externos, promovendo uma visão crítica e imparcial. A documentação dos resultados e a correção das não conformidades identificadas são etapas essenciais para garantir a evolução e integridade do modelo.
Fonte: SPBIM
Conclusão
A auditoria de modelos BIM, aliada a um checklist de conformidade bem definido, é um componente essencial para assegurar a qualidade e confiabilidade dos modelos digitais utilizados na construção civil. Ao padronizar e verificar os critérios técnicos e informacionais, esse processo contribui para a integração eficiente das disciplinas, redução de erros e maior assertividade nas decisões de projeto. A adoção sistemática dessa prática fortalece a maturidade BIM das equipes e aumenta o valor agregado ao empreendimento.
O ArchiCAD é uma das principais ferramentas de modelagem BIM (Modelagem da Informação da Construção) utilizadas por arquitetos, engenheiros e projetistas em todo o mundo. Apesar de ser uma plataforma bastante robusta por si só, sua produtividade e eficiência podem ser significativamente ampliadas com o uso de plugins. Esses complementos oferecem recursos adicionais que otimizam fluxos de trabalho, integram novas funcionalidades e facilitam tarefas complexas no dia a dia do projeto.
Fontes: ArchDaily
Goodies para ArchiCAD: Recursos Extras Gratuitos da Graphisoft
Um dos pacotes de plugins mais importantes e muitas vezes subutilizado é o conjunto Goodies oferecido pela própria Graphisoft. Esses recursos adicionais são gratuitos e desenvolvidos especificamente para complementar o ArchiCAD, fornecendo ferramentas que expandem a capacidade nativa do software sem comprometer a performance. Entre as ferramentas disponíveis estão objetos adicionais, ferramentas de modelagem avançada e funções que melhoram o gerenciamento de arquivos.
Um dos destaques desse pacote é o Convert to Morph, que permite converter rapidamente qualquer elemento em um Morph, facilitando a modelagem livre com mais flexibilidade. Outro recurso útil é o 3D Studio In, que possibilita a importação de arquivos .3ds diretamente no ArchiCAD, algo extremamente útil para quem trabalha com bibliotecas externas de objetos 3D.
Vale destacar que, por serem desenvolvidos pela própria criadora do ArchiCAD, os Goodies garantem uma excelente compatibilidade com atualizações e versões futuras do software, sendo uma opção segura para quem deseja ampliar suas possibilidades sem depender de terceiros.
Fonte: Graphisoft
BIMobject: Biblioteca Global de Objetos BIM
O plugin BIMobject é um verdadeiro facilitador para projetistas que desejam enriquecer seus modelos com objetos realistas e atualizados. Com ele, é possível acessar diretamente, dentro do ArchiCAD, uma vasta biblioteca online de elementos BIM fornecidos por fabricantes reais do setor da construção civil.
A grande vantagem do BIMobject é a economia de tempo e o aumento de precisão no projeto, já que os objetos vêm com informações detalhadas, como materiais, dimensões e especificações técnicas. Isso proporciona uma modelagem mais fiel à realidade e melhora a comunicação com clientes e fornecedores.
Fonte: Graphisoft
Twinmotion Direct Link: Visualização em Tempo Real
Para profissionais que buscam melhorar a apresentação visual dos projetos, o plugin Twinmotion Direct Link é essencial. Ele permite a sincronização em tempo real entre o ArchiCAD e o Twinmotion, uma ferramenta poderosa de renderização e realidade virtual.
Essa integração possibilita que alterações feitas no ArchiCAD sejam refletidas imediatamente no Twinmotion, sem a necessidade de exportações manuais. O resultado é um fluxo de trabalho ágil, ideal para revisões rápidas com clientes e desenvolvimento de apresentações realistas com maior impacto visual.
Fonte: dev.epicgames
Conclusão
O uso de plugins no ArchiCAD não é apenas uma opção para usuários avançados, mas sim uma estratégia essencial para qualquer profissional que busca otimizar seu desempenho, melhorar a qualidade dos projetos e acompanhar as demandas do mercado. Ferramentas como os Goodies da Graphisoft, BIMobject e Twinmotion Direct Link demonstram como recursos adicionais bem escolhidos podem transformar o fluxo de trabalho e elevar o nível da entrega profissional. Conhecer e utilizar esses plugins pode ser o diferencial competitivo no mercado de arquitetura e construção.
Criação de bibliotecas BIM (objetos BIM) para fabricantes
A metodologia BIM (Building Information Modeling) tem revolucionado a forma como projetos de construção civil são concebidos, planejados e executados. Nesse contexto, a criação de bibliotecas BIM por fabricantes de produtos e materiais de construção se tornou um diferencial competitivo, permitindo que seus itens sejam facilmente integrados aos projetos digitais. Essas bibliotecas, compostas por objetos paramétricos com informações técnicas detalhadas, facilitam o trabalho de arquitetos, engenheiros e projetistas, promovendo maior precisão e eficiência em todas as fases do empreendimento.
Fonte: SPBIM
A importância das bibliotecas BIM para fabricantes
Para os fabricantes, desenvolver bibliotecas BIM significa estar presente desde as fases iniciais dos projetos, aumentando as chances de seus produtos serem especificados e utilizados. Ao disponibilizar objetos BIM, as empresas tornam seus catálogos digitais acessíveis a milhares de profissionais que trabalham com plataformas como Revit, ArchiCAD ou SketchUp. Isso reduz barreiras técnicas, acelera o processo de especificação e contribui para decisões mais informadas no canteiro de obras.
Esses objetos BIM não são apenas representações visuais dos produtos; eles incluem dados essenciais como dimensões, materiais, desempenho técnico, normas atendidas e até informações sobre manutenção. Isso proporciona aos profissionais de projeto uma visão clara do comportamento dos produtos ao longo do ciclo de vida da edificação. A riqueza de dados também favorece análises mais precisas, como simulações energéticas ou de desempenho acústico.
Além disso, fabricantes que investem em bibliotecas BIM fortalecem sua imagem como empresas inovadoras e alinhadas às exigências do setor da construção 4.0. Em um mercado cada vez mais digital e orientado por dados, a presença em plataformas BIM pode ser o diferencial que garante visibilidade, credibilidade e aumento nas vendas a médio e longo prazo.
Fonte: SPBIM
Boas práticas na criação de objetos BIM
Ao desenvolver objetos BIM, é essencial equilibrar nível de detalhamento e performance. Objetos muito complexos podem sobrecarregar os arquivos de projeto, dificultando o trabalho dos profissionais. Por isso, recomenda-se criar versões otimizadas, com diferentes níveis de detalhamento (LOD), adaptáveis conforme a fase do projeto: concepção, desenvolvimento, execução ou manutenção.
Outro aspecto fundamental é garantir a compatibilidade com os principais softwares utilizados no mercado. Isso exige conhecimento técnico especializado e, muitas vezes, a parceria com empresas ou profissionais experientes na modelagem BIM. A consistência nos dados, a padronização dos parâmetros e o uso de nomenclaturas claras também são pontos-chave para garantir que os objetos sejam realmente úteis e adotados pelos projetistas.
Fonte: SPBIM
Estratégia e divulgação das bibliotecas BIM
A criação de bibliotecas BIM deve fazer parte de uma estratégia comercial mais ampla dos fabricantes. É importante planejar como os objetos serão disponibilizados – seja por meio do site da própria empresa, de plataformas específicas de conteúdo BIM (como BIMobject, Bimstore, ou Cadenas), ou ainda por integração direta com softwares de projeto. A facilidade de acesso e a experiência do usuário são determinantes para a adesão por parte dos projetistas.
Investir na divulgação dessas bibliotecas é igualmente relevante. Treinamentos, webinars, parcerias com escritórios de arquitetura e participação em eventos da indústria são formas eficazes de promover o uso dos objetos. Quanto mais os profissionais conhecerem e confiarem nos conteúdos BIM de um fabricante, maiores as chances de que seus produtos sejam adotados em larga escala.
Fonte: Archdaily
Conclusão
A criação de bibliotecas BIM representa uma oportunidade estratégica para fabricantes se destacarem no mercado da construção civil digital. Ao oferecer objetos ricos em informação, compatíveis com diferentes softwares e adequados às necessidades dos projetistas, as empresas não apenas ampliam sua presença em projetos, mas também fortalecem sua marca, promovem inovação e contribuem para a evolução da construção mais eficiente, sustentável e integrada.