Plugins Essenciais para ArchiCAD

Plugins Essenciais para ArchiCAD

O ArchiCAD é uma das principais ferramentas de modelagem BIM (Modelagem da Informação da Construção) utilizadas por arquitetos, engenheiros e projetistas em todo o mundo. Apesar de ser uma plataforma bastante robusta por si só, sua produtividade e eficiência podem ser significativamente ampliadas com o uso de plugins. Esses complementos oferecem recursos adicionais que otimizam fluxos de trabalho, integram novas funcionalidades e facilitam tarefas complexas no dia a dia do projeto.

Fontes: ArchDaily

Goodies para ArchiCAD: Recursos Extras Gratuitos da Graphisoft

Um dos pacotes de plugins mais importantes e muitas vezes subutilizado é o conjunto Goodies oferecido pela própria Graphisoft. Esses recursos adicionais são gratuitos e desenvolvidos especificamente para complementar o ArchiCAD, fornecendo ferramentas que expandem a capacidade nativa do software sem comprometer a performance. Entre as ferramentas disponíveis estão objetos adicionais, ferramentas de modelagem avançada e funções que melhoram o gerenciamento de arquivos.

Um dos destaques desse pacote é o Convert to Morph, que permite converter rapidamente qualquer elemento em um Morph, facilitando a modelagem livre com mais flexibilidade. Outro recurso útil é o 3D Studio In, que possibilita a importação de arquivos .3ds diretamente no ArchiCAD, algo extremamente útil para quem trabalha com bibliotecas externas de objetos 3D.

Vale destacar que, por serem desenvolvidos pela própria criadora do ArchiCAD, os Goodies garantem uma excelente compatibilidade com atualizações e versões futuras do software, sendo uma opção segura para quem deseja ampliar suas possibilidades sem depender de terceiros.

Fonte: Graphisoft

BIMobject: Biblioteca Global de Objetos BIM

O plugin BIMobject é um verdadeiro facilitador para projetistas que desejam enriquecer seus modelos com objetos realistas e atualizados. Com ele, é possível acessar diretamente, dentro do ArchiCAD, uma vasta biblioteca online de elementos BIM fornecidos por fabricantes reais do setor da construção civil.

A grande vantagem do BIMobject é a economia de tempo e o aumento de precisão no projeto, já que os objetos vêm com informações detalhadas, como materiais, dimensões e especificações técnicas. Isso proporciona uma modelagem mais fiel à realidade e melhora a comunicação com clientes e fornecedores.

Fonte: Graphisoft

Twinmotion Direct Link: Visualização em Tempo Real

Para profissionais que buscam melhorar a apresentação visual dos projetos, o plugin Twinmotion Direct Link é essencial. Ele permite a sincronização em tempo real entre o ArchiCAD e o Twinmotion, uma ferramenta poderosa de renderização e realidade virtual.

Essa integração possibilita que alterações feitas no ArchiCAD sejam refletidas imediatamente no Twinmotion, sem a necessidade de exportações manuais. O resultado é um fluxo de trabalho ágil, ideal para revisões rápidas com clientes e desenvolvimento de apresentações realistas com maior impacto visual.

Fonte: dev.epicgames

Conclusão

O uso de plugins no ArchiCAD não é apenas uma opção para usuários avançados, mas sim uma estratégia essencial para qualquer profissional que busca otimizar seu desempenho, melhorar a qualidade dos projetos e acompanhar as demandas do mercado. Ferramentas como os Goodies da Graphisoft, BIMobject e Twinmotion Direct Link demonstram como recursos adicionais bem escolhidos podem transformar o fluxo de trabalho e elevar o nível da entrega profissional. Conhecer e utilizar esses plugins pode ser o diferencial competitivo no mercado de arquitetura e construção.

Criação de bibliotecas BIM (objetos BIM) para fabricantes

Criação de bibliotecas BIM (objetos BIM) para fabricantes


A metodologia BIM (Building Information Modeling) tem revolucionado a forma como projetos de construção civil são concebidos, planejados e executados. Nesse contexto, a criação de bibliotecas BIM por fabricantes de produtos e materiais de construção se tornou um diferencial competitivo, permitindo que seus itens sejam facilmente integrados aos projetos digitais. Essas bibliotecas, compostas por objetos paramétricos com informações técnicas detalhadas, facilitam o trabalho de arquitetos, engenheiros e projetistas, promovendo maior precisão e eficiência em todas as fases do empreendimento.

Fonte: SPBIM

A importância das bibliotecas BIM para fabricantes

Para os fabricantes, desenvolver bibliotecas BIM significa estar presente desde as fases iniciais dos projetos, aumentando as chances de seus produtos serem especificados e utilizados. Ao disponibilizar objetos BIM, as empresas tornam seus catálogos digitais acessíveis a milhares de profissionais que trabalham com plataformas como Revit, ArchiCAD ou SketchUp. Isso reduz barreiras técnicas, acelera o processo de especificação e contribui para decisões mais informadas no canteiro de obras.

Esses objetos BIM não são apenas representações visuais dos produtos; eles incluem dados essenciais como dimensões, materiais, desempenho técnico, normas atendidas e até informações sobre manutenção. Isso proporciona aos profissionais de projeto uma visão clara do comportamento dos produtos ao longo do ciclo de vida da edificação. A riqueza de dados também favorece análises mais precisas, como simulações energéticas ou de desempenho acústico.

Além disso, fabricantes que investem em bibliotecas BIM fortalecem sua imagem como empresas inovadoras e alinhadas às exigências do setor da construção 4.0. Em um mercado cada vez mais digital e orientado por dados, a presença em plataformas BIM pode ser o diferencial que garante visibilidade, credibilidade e aumento nas vendas a médio e longo prazo.

Fonte: SPBIM


Boas práticas na criação de objetos BIM

Ao desenvolver objetos BIM, é essencial equilibrar nível de detalhamento e performance. Objetos muito complexos podem sobrecarregar os arquivos de projeto, dificultando o trabalho dos profissionais. Por isso, recomenda-se criar versões otimizadas, com diferentes níveis de detalhamento (LOD), adaptáveis conforme a fase do projeto: concepção, desenvolvimento, execução ou manutenção.

Outro aspecto fundamental é garantir a compatibilidade com os principais softwares utilizados no mercado. Isso exige conhecimento técnico especializado e, muitas vezes, a parceria com empresas ou profissionais experientes na modelagem BIM. A consistência nos dados, a padronização dos parâmetros e o uso de nomenclaturas claras também são pontos-chave para garantir que os objetos sejam realmente úteis e adotados pelos projetistas.

Fonte: SPBIM


Estratégia e divulgação das bibliotecas BIM

A criação de bibliotecas BIM deve fazer parte de uma estratégia comercial mais ampla dos fabricantes. É importante planejar como os objetos serão disponibilizados – seja por meio do site da própria empresa, de plataformas específicas de conteúdo BIM (como BIMobject, Bimstore, ou Cadenas), ou ainda por integração direta com softwares de projeto. A facilidade de acesso e a experiência do usuário são determinantes para a adesão por parte dos projetistas.

Investir na divulgação dessas bibliotecas é igualmente relevante. Treinamentos, webinars, parcerias com escritórios de arquitetura e participação em eventos da indústria são formas eficazes de promover o uso dos objetos. Quanto mais os profissionais conhecerem e confiarem nos conteúdos BIM de um fabricante, maiores as chances de que seus produtos sejam adotados em larga escala.

Fonte: Archdaily


Conclusão


A criação de bibliotecas BIM representa uma oportunidade estratégica para fabricantes se destacarem no mercado da construção civil digital. Ao oferecer objetos ricos em informação, compatíveis com diferentes softwares e adequados às necessidades dos projetistas, as empresas não apenas ampliam sua presença em projetos, mas também fortalecem sua marca, promovem inovação e contribuem para a evolução da construção mais eficiente, sustentável e integrada.

Diferença entre o BIM e o software BIM

Diferença entre o BIM e o software BIM

Nos últimos anos, a indústria da construção civil tem passado por uma transformação significativa com a adoção de novas tecnologias e metodologias. Entre essas inovações, destaca-se o BIM (Building Information Modeling), frequentemente confundido com os softwares utilizados para sua aplicação. Embora estejam intimamente relacionados, há uma diferença fundamental entre o conceito de BIM e as ferramentas que o operacionalizam. Compreender essa distinção é essencial para aproveitar ao máximo os benefícios que essa abordagem pode oferecer ao setor.

Fonte: Blocks RVT

O que é BIM?

O BIM, ou Modelagem da Informação da Construção, é uma metodologia de trabalho baseada na criação, uso e compartilhamento de informações digitais durante todo o ciclo de vida de uma edificação. Ao contrário dos métodos tradicionais, o BIM integra dados geométricos (modelos 3D) com informações sobre tempo, custo, desempenho e manutenção. Isso permite que todos os envolvidos no projeto — arquitetos, engenheiros, construtores e clientes — colaborem de forma mais eficiente e transparente.

O conceito de BIM vai além da simples modelagem tridimensional. Ele propõe uma mudança na cultura de gestão de projetos, promovendo maior integração entre as disciplinas e reduzindo erros e retrabalhos. Essa abordagem possibilita simulações e análises que ajudam na tomada de decisões mais acertadas desde a fase de concepção até a operação do edifício.

Além disso, o BIM está fortemente alinhado com a transformação digital da construção civil. Sua adoção promove ganhos em sustentabilidade, produtividade e economia, tornando-se um diferencial competitivo para empresas que desejam se manter relevantes em um mercado cada vez mais exigente e tecnológico.

Fonte: SPBIM

O papel dos softwares BIM

Os softwares BIM são as ferramentas utilizadas para implementar a metodologia BIM na prática. Programas como Revit, ArchiCAD, Navisworks e outros são plataformas que permitem a criação de modelos 3D inteligentes, contendo informações paramétricas e dados associados a cada elemento da construção. Esses softwares são fundamentais para materializar o conceito de BIM, mas não o definem por si só.

É importante destacar que o uso de um software BIM não garante a aplicação efetiva da metodologia. Muitas empresas adotam ferramentas avançadas, mas continuam trabalhando com processos tradicionais, sem explorar todo o potencial colaborativo e informacional do BIM. Portanto, é preciso alinhar tecnologia, processos e pessoas para que o BIM seja, de fato, implementado com sucesso.

Fonte: SPBIM

Confusão comum e seus impactos

Uma das confusões mais comuns no setor é acreditar que possuir um software BIM significa trabalhar com BIM. Essa percepção limitada pode levar à frustração, desperdício de recursos e resultados abaixo do esperado. O BIM exige planejamento estratégico, padronização de processos, capacitação da equipe e integração entre diferentes disciplinas.

Ignorar a diferença entre metodologia e ferramenta compromete a eficácia dos projetos e limita os benefícios que o BIM pode oferecer. A verdadeira transformação ocorre quando os softwares são utilizados dentro de uma abordagem colaborativa e orientada por dados, conforme preconizado pelo conceito de BIM.

Fonte: CYPE

Conclusão

Entender a diferença entre o BIM e os softwares BIM é essencial para a adoção consciente e eficaz dessa metodologia na construção civil. Enquanto o BIM representa uma filosofia de trabalho baseada na gestão integrada da informação, os softwares são apenas instrumentos que viabilizam sua aplicação. Para obter os reais benefícios do BIM, é necessário ir além da tecnologia, investindo em processos, capacitação e colaboração entre todos os agentes envolvidos no projeto.

O AutoCAD é BIM?

O AutoCAD é BIM?

Com o avanço das tecnologias aplicadas à construção civil, surgem dúvidas frequentes sobre as ferramentas utilizadas por engenheiros, arquitetos e projetistas. Uma das mais comuns é sobre a relação entre o AutoCAD, amplamente usado para criação de desenhos técnicos, e o conceito de BIM (Modelagem da Informação da Construção), que tem ganhado destaque nos últimos anos. Embora ambos estejam ligados à elaboração de projetos, é fundamental compreender as diferenças entre esses dois conceitos para evitar confusões e aplicar corretamente as tecnologias no dia a dia profissional.

Fonte: Autodesk

Diferença entre CAD e BIM

O AutoCAD é uma ferramenta baseada em CAD (Desenho Assistido por Computador), que permite a criação de desenhos bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D). Seu foco está na representação gráfica de elementos de um projeto, como plantas, cortes e fachadas. Apesar de ser altamente preciso e versátil, o AutoCAD trabalha com linhas, curvas e formas geométricas que não possuem inteligência sobre o que representam — por exemplo, uma linha desenhada como parede não “sabe” que é uma parede.

O BIM (Building Information Modeling), por sua vez, é uma metodologia de trabalho baseada em modelos 3D inteligentes e integrados com informações técnicas, funcionais e construtivas. Em vez de apenas desenhar, o profissional modela um edifício com todos os seus componentes reais: paredes, portas, janelas, instalações e materiais, cada um carregando dados associados. Essa abordagem permite simulações, análises e uma melhor coordenação entre os diversos envolvidos no projeto.

Portanto, embora o AutoCAD seja uma poderosa ferramenta de desenho, ele não se enquadra como uma plataforma BIM. Sua lógica é bidimensional ou tridimensional geométrica, sem integrar dados informativos aos elementos do projeto. Já as ferramentas BIM, como Revit, ArchiCAD e Tekla, vão além do visual e trabalham com um banco de dados integrado ao modelo.

Fonte: DeskGraphics

O AutoCAD pode ser usado em projetos BIM?

Apesar de não ser uma ferramenta BIM por definição, o AutoCAD pode ser utilizado em fluxos de trabalho que envolvem BIM, especialmente nas etapas iniciais ou complementares de um projeto. É comum, por exemplo, usar o AutoCAD para criar desenhos preliminares ou detalhes técnicos que depois serão integrados ao modelo BIM. Além disso, algumas versões específicas como o AutoCAD Architecture incorporam funcionalidades que se aproximam do conceito de modelagem informacional.

Contudo, a participação do AutoCAD nesse processo é limitada quando comparada a softwares BIM completos. Ele pode ser um apoio, mas não substitui a modelagem e a análise integrada que a metodologia BIM exige. Assim, para uma implementação BIM eficaz, é necessário recorrer a plataformas que ofereçam suporte completo à gestão de informações e colaboração multidisciplinar.

Fonte: Universo Ateneu

Por que essa confusão é comum?

A confusão entre AutoCAD e BIM muitas vezes surge pelo uso histórico e massivo do AutoCAD na indústria da construção. Durante décadas, ele foi o principal software utilizado para elaboração de projetos, o que faz com que muitos profissionais associem qualquer software de desenho à metodologia BIM. Além disso, o fato de alguns projetos BIM conterem documentos produzidos no AutoCAD contribui para reforçar essa percepção equivocada.

Outro fator é o marketing de algumas versões especializadas do AutoCAD, que incluem recursos voltados para arquitetura ou engenharia, e podem dar a impressão de que se trata de uma plataforma BIM. No entanto, mesmo com essas funcionalidades, o AutoCAD continua sendo, essencialmente, uma ferramenta de CAD com algumas camadas informativas, mas sem o nível de integração e inteligência exigido por um ambiente BIM real.

Fonte: SPBIM

Conclusão

Em resumo, o AutoCAD não é um software BIM, mas pode ser utilizado como ferramenta complementar dentro de um processo que adote essa metodologia. Entender essa diferença é crucial para a correta aplicação das tecnologias na construção civil e para garantir os benefícios que o BIM pode oferecer, como maior precisão, colaboração entre equipes e eficiência ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento. Para adotar plenamente o BIM, é necessário investir em plataformas próprias para esse fim, capazes de integrar projeto, execução e gestão de forma inteligente e colaborativa.

Qual o software BIM mais usado no Brasil?

Qual o software BIM mais usado no Brasil?

O uso da metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) tem se expandido rapidamente no Brasil, impulsionado por exigências legais, aumento da produtividade e necessidade de maior precisão nos projetos de engenharia e arquitetura. Com esse crescimento, diversos softwares BIM passaram a ser utilizados por profissionais da construção civil. No entanto, entre tantas opções disponíveis no mercado, surge a pergunta: qual é o software BIM mais usado no Brasil?

Fonte: SPBIM

Autodesk Revit: o líder de mercado

Entre todos os softwares disponíveis, o Autodesk Revit destaca-se como o mais utilizado no Brasil. Essa predominância se deve, principalmente, à sua ampla gama de funcionalidades, que permite modelar projetos arquitetônicos, estruturais, elétricos e hidráulicos em um único lambiente integrado. A compatibilidade com outros produtos da Autodesk, como AutoCAD e Navisworks, também contribui para sua popularidade, tornando-o uma escolha estratégica para escritórios de engenharia e arquitetura de todos os portes.

Outro fator importante que justifica a liderança do Revit no Brasil é a forte presença da Autodesk no setor educacional. Muitas universidades e cursos técnicos adotam o software como padrão no ensino de BIM, o que facilita a inserção de novos profissionais no mercado já familiarizados com a ferramenta. Esse ciclo contínuo de formação e demanda contribui para consolidar ainda mais o Revit como a principal solução BIM no país.

Além disso, a vasta comunidade de usuários, a ampla oferta de cursos de capacitação e a presença de conteúdos em português facilitam o aprendizado e o suporte técnico. Assim, o Revit se mantém como a escolha preferida tanto por profissionais autônomos quanto por grandes empresas de engenharia, construção e arquitetura.

Fonte: Novatr

Outras opções em crescimento

Apesar da liderança do Revit, outros softwares BIM têm ganhado espaço no Brasil. Um exemplo é o Archicad, da Graphisoft, conhecido por sua interface amigável e por ser mais leve em relação aos requisitos de hardware. Ele é especialmente popular entre arquitetos que valorizam um fluxo de trabalho mais artístico e flexível.

Outro concorrente relevante é o Vectorworks, que também vem crescendo no mercado brasileiro, sobretudo entre pequenos escritórios e profissionais autônomos. A diversidade de soluções BIM disponíveis mostra que o mercado está amadurecendo e buscando alternativas que melhor atendam às necessidades específicas de cada projeto ou empresa.

Fonte: Arquitetura Viva Decora

Tendências e incentivos governamentais

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem promovido a adoção do BIM por meio da Estratégia BIM BR, que visa a implementação progressiva da metodologia em obras públicas federais. Esse movimento tende a fortalecer ainda mais o uso de plataformas consolidadas como o Revit, mas também abre espaço para outras soluções que estejam em conformidade com os padrões exigidos.

Com a obrigatoriedade do uso de BIM em diversas etapas de projetos públicos, espera-se um aumento significativo na demanda por profissionais capacitados e por softwares que ofereçam compatibilidade e integração. Esse cenário favorece tanto os grandes players do mercado quanto novas soluções que surgem para atender nichos específicos ou propor inovações tecnológicas.

Fonte: Digital Concrete Show

Conclusão

Embora o mercado brasileiro de softwares BIM esteja cada vez mais diversificado, o Autodesk Revit ainda é, de forma incontestável, o mais utilizado no país. Sua robustez, integração com outras plataformas e ampla base de usuários garantem sua liderança. No entanto, o crescimento de alternativas como Archicad e Vectorworks, aliado ao incentivo governamental à adoção do BIM, mostra que o setor caminha para uma maior pluralidade de soluções, beneficiando profissionais e projetos em todo o território nacional.

Tekla Structures e BIM: Como Integrar o Modelo Estrutural ao Fluxo de Projeto

Tekla Structures e BIM: Como Integrar o Modelo Estrutural ao Fluxo de Projeto

 

O uso da tecnologia BIM (Building Information Modeling) tem revolucionado a forma como os projetos de engenharia civil e arquitetura são concebidos e gerenciados. Dentre as diversas ferramentas disponíveis no mercado, o Tekla Structures se destaca como uma das soluções mais completas para o desenvolvimento de modelos estruturais detalhados e integrados. Sua capacidade de trabalhar com informações precisas e compatíveis com o restante do projeto o torna essencial para uma abordagem colaborativa e eficiente. Neste artigo, abordaremos como o Tekla Structures se integra ao fluxo de projeto utilizando a metodologia BIM, otimizando processos e aumentando a produtividade da equipe.

Fonte: Idea StatiCa

O Papel do Tekla Structures na Modelagem Estrutural BIM

O Tekla Structures é uma plataforma de modelagem 3D voltada especialmente para estruturas metálicas, de concreto armado e pré-moldado, permitindo um nível de detalhamento que vai além da representação geométrica. Ele possibilita a criação de modelos ricos em informações que abrangem desde o projeto inicial até a fabricação e montagem. Essa precisão contribui para a redução de erros e retrabalhos, garantindo que todos os elementos estruturais estejam compatíveis com os demais sistemas do projeto.

Além do detalhamento técnico, o Tekla Structures se integra a outras disciplinas por meio de formatos de arquivos compatíveis com outras plataformas BIM, como o IFC (Industry Foundation Classes). Essa interoperabilidade permite o compartilhamento fluido de informações entre arquitetos, engenheiros e demais profissionais envolvidos no projeto. Com isso, é possível realizar verificações de interferência (clash detection), ajustes em tempo real e tomadas de decisão mais assertivas ao longo do processo.

Outro ponto importante é o suporte à colaboração em nuvem por meio de soluções como o Trimble Connect, que facilita a comunicação entre as equipes. Dessa forma, todos os envolvidos têm acesso ao modelo mais atualizado, promovendo uma gestão mais eficiente dos dados e acelerando as etapas de validação e execução do projeto. O Tekla Structures, portanto, atua como uma peça-chave na integração da engenharia estrutural dentro do fluxo BIM.

Fonte: Storekonia

Integração com Outros Softwares e o Ciclo de Vida do Projeto

Uma das maiores vantagens do Tekla Structures é sua capacidade de integração com outras ferramentas utilizadas nas diferentes fases do ciclo de vida do projeto. A conexão com softwares de análise estrutural, como SAP2000 ou Robot Structural Analysis, permite importar e exportar modelos para análise e validação estrutural sem a necessidade de remodelagem. Isso agiliza significativamente o processo de engenharia e garante maior precisão nos resultados.

Além disso, a compatibilidade com sistemas de planejamento e orçamento permite que os dados do modelo estrutural sejam utilizados para estimativas de custos e cronogramas mais precisos. Isso transforma o modelo em uma fonte única de informação confiável (Single Source of Truth), promovendo maior controle e previsibilidade desde o projeto até a operação da edificação.

Fonte: 2A+alimentos

Benefícios da Aplicação do BIM com Tekla Structures no Canteiro de Obras

Ao levar o modelo BIM gerado no Tekla Structures para o canteiro de obras, os benefícios se tornam ainda mais visíveis. A utilização de informações precisas para fabricação de peças, montagem e execução diminui significativamente os erros e retrabalhos, otimizando tempo e recursos. Além disso, a visualização em 3D facilita o entendimento por parte da equipe de campo, mesmo para profissionais que não têm familiaridade com plantas técnicas.

Outro ganho importante é a rastreabilidade das informações. Com o uso do BIM, é possível registrar cada etapa da construção, associar documentos, fotos e observações ao modelo, além de facilitar a manutenção futura da estrutura. O resultado é um projeto mais eficiente, sustentável e com maior valor agregado ao cliente final.

Fonte: Tekla 

Conclusão

A integração do Tekla Structures ao fluxo de projeto dentro da metodologia BIM representa um avanço significativo na forma de projetar, executar e gerenciar estruturas. Ao permitir uma colaboração mais eficaz entre disciplinas, maior precisão nos detalhes e uma execução mais segura e planejada, essa ferramenta se consolida como um dos pilares da transformação digital na engenharia civil. Incorporar o Tekla Structures ao processo de projeto não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para escritórios e construtoras que buscam excelência e competitividade no mercado.

Está em conformidade com a ISO 19650? Descubra Como Aplicar os Conceitos no Dia a Dia do Projeto

Está em conformidade com a ISO 19650? Descubra Como Aplicar os Conceitos no Dia a Dia do Projeto

A ISO 19650 é uma norma internacional que estabelece os princípios e requisitos para a gestão da informação ao longo do ciclo de vida de ativos construídos, utilizando Building Information Modelling (BIM). Adotá-la não significa apenas cumprir uma exigência técnica, mas transformar a forma como as equipes colaboram, planejam e entregam projetos. Neste artigo, vamos explorar como aplicar os conceitos da ISO 19650 no dia a dia do projeto, destacando práticas que tornam a conformidade algo prático e acessível, mesmo em ambientes com desafios operacionais e culturais.

Fonte: Zigurat

Entendendo os fundamentos da ISO 19650 na prática

A ISO 19650 é baseada em princípios de organização da informação que promovem clareza, controle e colaboração. Seu principal foco é garantir que a informação certa seja disponibilizada para a pessoa certa, no momento certo. Para isso, ela introduz conceitos como Plano de Execução BIM (BEP), Ambiente Comum de Dados (CDE) e as responsabilidades relacionadas à gestão da informação, como o Gerente de Informação. No dia a dia, esses conceitos precisam ser traduzidos em rotinas simples e compreensíveis por todos os envolvidos no projeto.

Por exemplo, o uso de um Ambiente Comum de Dados permite centralizar toda a documentação do projeto, reduzindo retrabalho e perdas de informação. O CDE deve ser estruturado conforme os estágios definidos na norma — como work in progress, shared, published e archive — para garantir a rastreabilidade e a integridade das informações. Na prática, isso exige não apenas tecnologia, mas uma disciplina organizacional que deve ser cultivada entre todos os membros da equipe.

Outro aspecto importante é o Plano de Execução BIM, que deve ser elaborado no início do projeto e atualizado ao longo do tempo. Ele serve como guia para as entregas, responsabilidades, softwares utilizados e padrões de modelagem. Projetos que negligenciam esse planejamento tendem a sofrer com desalinhamentos e atrasos. Ao torná-lo parte da rotina do projeto, gestores e projetistas passam a ter uma visão mais clara das metas e exigências em cada etapa.

Fonte: SPBIM

Integração entre equipes e fluxos de informação

A ISO 19650 enfatiza a colaboração estruturada entre as diferentes partes envolvidas no projeto. Isso implica em uma mudança de mentalidade: sair de um modelo fragmentado e reativo para uma abordagem integrada e proativa. Uma das formas de aplicar isso no cotidiano é promover reuniões regulares de alinhamento, baseadas em informações extraídas do CDE, com foco em decisões baseadas em dados atualizados e confiáveis.

Além disso, a comunicação entre disciplinas deve estar alinhada aos fluxos de aprovação e revisão definidos no plano de gestão da informação. Quando cada equipe entende seu papel dentro do fluxo de trabalho e como sua entrega impacta o todo, os conflitos são reduzidos e os resultados se tornam mais previsíveis. A chave está em transformar os processos definidos pela norma em cultura organizacional.

Fonte: EPA Estratégia de ação

Ferramentas e tecnologias como aliadas da conformidade

O uso de ferramentas digitais adequadas é essencial para viabilizar a aplicação dos conceitos da ISO 19650. Plataformas de CDE, softwares BIM compatíveis e sistemas de controle de versões devem ser selecionados com base nas necessidades do projeto e no nível de maturidade digital da equipe. Mais do que adotar tecnologia por modismo, trata-se de buscar soluções que realmente facilitem a gestão da informação.

É importante também capacitar os profissionais para o uso adequado dessas ferramentas. Sem treinamento e compreensão do propósito de cada recurso, a tecnologia pode se tornar um obstáculo em vez de um facilitador. A conformidade com a ISO 19650 só é alcançada plenamente quando há sinergia entre pessoas, processos e ferramentas.

Fonte: SPBIM

Conclusão

Estar em conformidade com a ISO 19650 vai além de atender a uma norma técnica — é uma oportunidade de elevar a qualidade da gestão da informação nos projetos, aumentar a eficiência operacional e melhorar os resultados entregues ao cliente. A aplicação dos seus conceitos no dia a dia exige organização, colaboração e o uso inteligente de tecnologias. Com uma abordagem prática e adaptada à realidade da equipe, é possível transformar os princípios da ISO 19650 em uma vantagem competitiva no setor da construção.

Guia Prático da ISO 19650: O Que Você Precisa Saber para Projetar com BIM

Guia Prático da ISO 19650: O Que Você Precisa Saber para Projetar com BIM

A ISO 19650 é uma norma internacional que estabelece diretrizes para a gestão da informação ao longo do ciclo de vida de uma construção, baseada na metodologia BIM (Building Information Modeling). Com a crescente adoção do BIM em projetos de arquitetura, engenharia e construção, entender a ISO 19650 torna-se essencial para garantir eficiência, colaboração e conformidade nos processos. Este guia prático oferece uma visão clara dos principais pontos da norma, ajudando profissionais a aplicarem corretamente seus conceitos em projetos reais.

 

Fonte: BuildEXT

Entendendo a Estrutura da ISO 19650

A ISO 19650 é composta por várias partes, sendo as principais a Parte 1 (Conceitos e Princípios) e a Parte 2 (Entrega de Ativos). A Parte 1 apresenta os fundamentos da gestão da informação com BIM, estabelecendo os princípios de colaboração, fluxo de dados e responsabilidades entre os envolvidos. Já a Parte 2 é voltada para a aplicação prática durante a fase de projeto e construção, detalhando processos como o planejamento da informação, requisitos do empregador (EIR) e o plano de execução BIM (BEP).

Uma das principais inovações da norma é a padronização dos fluxos de trabalho e das responsabilidades em todo o ciclo de vida do ativo. Isso inclui desde a definição dos papéis dos participantes até a estruturação de entregas digitais, o que melhora significativamente a comunicação entre as equipes. A norma também introduz o conceito de “ambiente comum de dados” (CDE), que permite o armazenamento, compartilhamento e gerenciamento centralizado das informações do projeto.

Além disso, a ISO 19650 promove uma abordagem orientada por dados, o que é fundamental para a tomada de decisões baseada em informações confiáveis. Isso implica na necessidade de processos bem definidos de validação e aprovação de dados ao longo das etapas do projeto. Assim, o uso da norma não apenas eleva a qualidade técnica do projeto, como também reduz riscos e retrabalhos, contribuindo para a eficiência geral da obra.

Fonte: BibLus

A Implementação do CDE (Ambiente Comum de Dados)

O CDE é uma peça central da ISO 19650, sendo o local onde todas as informações do projeto são armazenadas, compartilhadas e gerenciadas. Ele garante que todos os envolvidos tenham acesso à versão mais atualizada dos dados, evitando inconsistências e falhas de comunicação. O uso adequado do CDE permite um controle mais eficaz sobre as revisões, aprovações e distribuição de documentos.

Para implementar um CDE de forma eficaz, é necessário definir claramente os fluxos de trabalho e os níveis de acesso de cada participante. A norma estabelece quatro estados principais para os dados dentro do CDE: Trabalho em andamento, Compartilhado, Publicado e Arquivado. Essa estrutura ajuda a garantir que as informações estejam disponíveis na forma certa, no momento certo e para as pessoas certas.

Fonte: BibLus

Desafios e Boas Práticas na Adoção da ISO 19650

Adotar a ISO 19650 pode representar um desafio inicial, especialmente para equipes que ainda estão se familiarizando com a metodologia BIM. A principal dificuldade está na mudança cultural e na necessidade de capacitação técnica dos profissionais. Além disso, é preciso alinhar os processos internos das empresas com os requisitos da norma, o que pode demandar ajustes em ferramentas, contratos e políticas de governança da informação.

Entre as boas práticas recomendadas, destacam-se o investimento em treinamento contínuo, a elaboração de um BEP robusto e o uso de plataformas tecnológicas que suportem os processos definidos na norma. A colaboração entre as partes envolvidas e a clareza nos requisitos informacionais são fundamentais para o sucesso da adoção da ISO 19650, promovendo projetos mais integrados, previsíveis e eficientes.

Fonte: Blog Blocks RVT

Conclusão

A ISO 19650 representa um marco na padronização da gestão da informação em projetos que utilizam BIM, trazendo clareza, organização e eficiência aos processos. Ao compreender sua estrutura, aplicar corretamente o CDE e superar os desafios iniciais com boas práticas, profissionais e empresas podem alcançar melhores resultados em termos de qualidade, prazo e custo. Adotar essa norma é um passo essencial para quem deseja se destacar no cenário da construção digital.

Uso de Modelos BIM em Obras Industriais (Plataformas, Usinas)

Uso de Modelos BIM em Obras Industriais (Plataformas, Usinas)

Fonte: Grupo MB

O Building Information Modeling (BIM) vem revolucionando o setor da construção civil, proporcionando ganhos significativos em produtividade, qualidade e gestão de informações. Em obras industriais, como plataformas offshore e usinas de energia, o uso de modelos BIM tem se mostrado especialmente vantajoso, devido à complexidade dos sistemas envolvidos e à necessidade de integração multidisciplinar. Essa tecnologia permite a criação de representações digitais precisas das estruturas e instalações, favorecendo a coordenação entre equipes, a detecção antecipada de interferências e o controle rigoroso de custos e prazos.

Aplicações e benefícios do BIM em empreendimentos industriais

Nas obras industriais, o BIM atua como um instrumento essencial de integração entre engenharia, construção e operação. Ao reunir informações de disciplinas diversas — civil, mecânica, elétrica, instrumentação e automação — em um modelo tridimensional unificado, o BIM facilita a comunicação entre equipes e reduz erros decorrentes de incompatibilidades de projeto. Isso é particularmente importante em plataformas de petróleo e usinas, onde o número de sistemas interconectados é elevado e qualquer falha de coordenação pode gerar altos custos.

Além da integração de projetos, o BIM proporciona uma visão detalhada e precisa do empreendimento, permitindo simulações de montagem, logística e operação antes mesmo do início da construção. Esse recurso contribui para o planejamento mais eficiente de cronogramas e para a previsão de possíveis gargalos produtivos. Em plantas industriais, por exemplo, o uso do BIM auxilia na definição de rotas de tubulações e cabos, evitando retrabalhos e garantindo a segurança e a manutenção das instalações.

Fonte: Consultores BIM

Outro benefício significativo é o apoio à gestão do ciclo de vida da edificação. O modelo BIM pode ser utilizado não apenas na fase de projeto e execução, mas também na operação e manutenção, servindo como um repositório de informações técnicas atualizado. Isso permite que equipes de manutenção acessem dados precisos sobre equipamentos, sistemas e componentes, otimizando intervenções e prolongando a vida útil dos ativos industriais.

Desafios na implementação do BIM em obras industriais

Apesar de seus benefícios, a adoção do BIM em projetos industriais ainda enfrenta desafios consideráveis. A principal barreira é a resistência cultural e organizacional, especialmente em empresas com métodos de trabalho consolidados em processos tradicionais de engenharia. Além disso, a falta de padronização de processos e a escassez de profissionais qualificados em modelagem BIM dificultam a implementação plena da metodologia em empreendimentos de grande porte.

Outro desafio está relacionado à interoperabilidade entre softwares utilizados nas diferentes disciplinas de engenharia. Em obras industriais complexas, é comum o uso de plataformas específicas para cada área técnica, o que pode gerar incompatibilidades na integração dos modelos. Superar essas barreiras requer investimento em tecnologia, capacitação e adoção de protocolos de modelagem e troca de dados padronizados.

Fonte: Cimento Itambé

Perspectivas e tendências futuras

O avanço da digitalização na indústria da construção aponta para uma integração cada vez maior entre o BIM e outras tecnologias, como realidade aumentada, escaneamento a laser e inteligência artificial. Em usinas e plataformas, essas ferramentas permitem a criação de gêmeos digitais (digital twins), que reproduzem virtualmente o comportamento real das instalações, favorecendo o monitoramento contínuo e a tomada de decisões baseadas em dados.

Além disso, o uso do BIM tende a se expandir em toda a cadeia produtiva, integrando fornecedores, fabricantes de equipamentos e operadores de manutenção. Essa ampliação do ecossistema digital promove maior transparência, rastreabilidade e eficiência, transformando a forma como os empreendimentos industriais são concebidos, construídos e gerenciados.

Fonte: Concrete Show Digital

Conclusão

O uso de modelos BIM em obras industriais representa uma evolução significativa na engenharia e na gestão de empreendimentos complexos. Ao proporcionar integração, precisão e eficiência em todas as etapas do ciclo de vida da obra, o BIM se consolida como ferramenta indispensável para o futuro das construções industriais. Contudo, para que seus benefícios sejam plenamente alcançados, é necessário superar desafios técnicos e culturais, investindo em capacitação, padronização e inovação tecnológica. Dessa forma, o setor industrial poderá usufruir plenamente do potencial transformador do BIM, alcançando níveis superiores de desempenho e sustentabilidade.

TIDP no BIM: Organize as Entregas da Sua Equipe com Eficiência

TIDP no BIM: Organize as Entregas da Sua Equipe com Eficiência

A crescente adoção do Building Information Modeling (BIM) tem transformado a forma como projetos de construção civil são planejados, executados e entregues. Dentro desse contexto, o TIDP (Task Information Delivery Plan), ou Plano de Entrega de Informações por Tarefa, desempenha um papel essencial na organização e controle das informações produzidas ao longo do ciclo de vida do projeto. Com um TIDP bem estruturado, as equipes conseguem alinhar suas responsabilidades, prazos e entregas de maneira eficiente, contribuindo para a redução de retrabalhos, aumento da produtividade e melhor gestão das informações.

Fonte: Genyo

O que é TIDP e como ele se insere no processo BIM

O TIDP é um plano que detalha quais informações devem ser entregues, por quem e em qual momento do projeto. Ele está diretamente relacionado ao MIDP (Master Information Delivery Plan), funcionando como um desdobramento que organiza as tarefas de cada disciplina envolvida no projeto. No ambiente colaborativo do BIM, onde diversas equipes atuam simultaneamente, o TIDP permite uma gestão clara das responsabilidades e evita a sobreposição de atividades ou lacunas de informação.

Além disso, o TIDP contribui para a rastreabilidade das informações, garantindo que todos os dados entregues estejam em conformidade com os requisitos definidos no EIR (Exchange Information Requirements) e no BEP (BIM Execution Plan). Isso significa que a equipe não apenas entrega o que foi solicitado, mas também o faz de forma padronizada, com qualidade e no tempo certo. Essa organização se reflete diretamente na eficiência das reuniões de coordenação, revisões de projeto e processos de aprovação.

Outro ponto importante é a integração do TIDP com plataformas de CDE (Common Data Environment). Quando vinculado a um ambiente comum de dados, o TIDP passa a funcionar como um guia vivo de entregas, facilitando o acompanhamento em tempo real do andamento das tarefas. Isso permite uma comunicação mais fluida entre os membros da equipe e reduz riscos de falhas na entrega de modelos, documentos ou informações cruciais para o projeto.

Fonte: Plataforma BIM BR

Benefícios do TIDP para o gerenciamento de equipes

Implementar um TIDP eficaz melhora significativamente a organização das entregas dentro das equipes multidisciplinares. Como cada membro sabe exatamente o que deve entregar, quando e em que formato, os conflitos e atrasos são minimizados. Essa clareza permite uma gestão mais estratégica dos recursos humanos e tecnológicos, otimizando o tempo e os esforços da equipe.

Outro benefício relevante é a melhoria da comunicação entre as partes envolvidas no projeto. O TIDP promove transparência ao definir pontos de controle e responsáveis por cada entrega, o que favorece a colaboração e o comprometimento com os prazos estabelecidos. Como resultado, os gestores têm maior visibilidade sobre o progresso das tarefas e podem agir preventivamente em caso de desvios.

Fonte: Sabe Sim

Como implementar o TIDP com eficiência

A implementação eficiente do TIDP começa com a definição clara dos requisitos de informação, baseada no EIR. Em seguida, é necessário desdobrar esses requisitos em tarefas específicas para cada disciplina, considerando os marcos do projeto. A participação ativa dos líderes de equipe nessa etapa é fundamental para garantir que as tarefas estejam bem distribuídas e alinhadas com a realidade de execução.

Ferramentas de gestão integradas ao CDE e ao cronograma do projeto também são grandes aliadas. Elas permitem automatizar o acompanhamento das entregas e manter o TIDP sempre atualizado. A revisão periódica do plano também é essencial para que ele continue refletindo as mudanças do projeto e as necessidades das partes envolvidas.

Conclusão

O TIDP é uma ferramenta indispensável para a organização e eficiência das entregas em projetos BIM. Quando bem estruturado e integrado ao fluxo de trabalho da equipe, ele promove maior clareza, colaboração e controle, impactando diretamente na qualidade final do projeto. Investir tempo na criação e manutenção de um TIDP eficiente é um passo estratégico para garantir o sucesso na gestão da informação e no cumprimento dos objetivos de um empreendimento.